Passatempos:

Archive for Junho 2010

Compras do mês de Junho…


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Este mês as compras tiveram de ser mais comedidas, por isso só comprei um livro.



O Livro Inacabado de Dickens
de Matthew Pearl

Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 382
Editor: Editora Planeta
ISBN: 9789896570859





O livro inacabado de Dickens de Matthew Pearl pelo que tinha lido na sinopse é uma história cheia de tudo e isso despertou-me a atenção, para além de se centrar num livro, o que para mim é quase irresistível!...
Já comecei a lê-lo, e por enquanto ainda não se revelou uma leitura entusiasmante, mas estou no início, portanto não posso já tirar conclusões precipitadas!...


Mas a Mãe ofereceu outro apesar de não estar muito virada para isso, mas não me resistiu!...



Sopro do Mal
de Donato Carrisi

Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 448
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04278-1





O Sopro do Mal de Donato Carrisi penso que é uma história um pouco cruel e demasiado realista, o que me assusta, pensar que aquilo que é retratado no livro pode ter sido baseado em factos verídicos, mas como adoro policiais não podia perder este escrito por um especialista da área.
Acho que apesar de me ir chocar nalguns momentos, acredito que me vai trazer umas boas horas de leitura.

Assim mais ou menos, consegui adquirir o que estava previsto para este mês…
Pois, A Abadia Profanada de Montserrat Rico Gongora (que era outro dos pretendidos), em principio, vem de empréstimo o que ajuda bastante a equilibrar as finanças.

Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944)


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Acaso

"Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso. "

(Antoine de Saint-Exupéry)



Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry nasceu a 29 de Junho de 1900 em Lyon e faleceu a 31 de Julho de 1944, durante uma missão de reconhecimento sobre Grenoble e Annecy, no Mar Mediterrâneo. Foi um escritor, ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial.


O que nos deixou...

As suas obras são caracterizadas por alguns elementos como a aviação e a guerra. Também escreveu artigos para várias revistas e jornais da França e outros países, sobre muitos assuntos, como a guerra civil espanhola e a ocupação alemã da França.

Mas o maior destaque vai para O Pequeno Príncipe (O Principezinho, em Portugal - 1943), romance de grande sucesso de Saint-Exupéry. Foi escrito e ilustrado por o próprio um ano antes da sua morte, em 1944.
O pequeno príncipe pode parecer simples, porém apresenta personagens plenos de simbolismos: o rei, o contador, o geógrafo, a raposa, a rosa, o adulto solitário e a serpente, entre outros. O personagem principal vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões, dois activos e um extinto. Tinha também uma flor, uma formosa flor de grande beleza e igual orgulho. Foi o orgulho da rosa que arruinou a tranquilidade do mundo do pequeno príncipe e o levou a começar uma viagem que o trouxe finalmente à Terra, onde encontrou diversos personagens a partir dos quais conseguiu repensar o que é realmente importante na vida.

O romance mostra uma profunda mudança de valores, e sugere ao leitor o quão equivocados podem ser os nossos julgamentos, e como eles podem nos levar à solidão. O livro leva a reflexão sobre a maneira de nos tornamos adultos, entregues às preocupações diárias, e esquecidos da criança que fomos e somos.


"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!"

Antoine de Saint-Exupéry, in "O Principezinho"



Para mim...
Enquanto, há quem se lembre do primeiro livro que leu, eu lembro-me do primeiro que me marcou, e sem dúvida O Principezinho foi o livro que mais me marcou até hoje, não sei explicar nem como nem porquê, mas sinto que preencheu algum vazio que existia na altura em que o li...
E por isso, achei que havia de assinalar aqui os 110 anos do nascimento deste autor que recordarei sempre com muito carinho.


Fontes:

Campanha Especial da Editorial Presença


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Mais uma vez a Presença, continua a surpreender pela positiva! Desta vez deixa-nos à escolha uma selecção de livros para as nossas férias a preços especiais…


Talvez também aproveite para fazer umas compritas…

José Saramago (1922-2010)


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Passado, Presente, Futuro

Eu fui. Mas o que fui já me não lembra:
Mil camadas de pó disfarçam, véus,
Estes quarenta rostos desiguais.
Tão marcados de tempo e macaréus.

Eu sou. Mas o que sou tão pouco é:
Rã fugida do charco, que saltou,
E no salto que deu, quanto podia,
O ar dum outro mundo a rebentou.

Falta ver, se é que falta, o que serei:
Um rosto recomposto antes do fim,
Um canto de batráquio, mesmo rouco,
Uma vida que corra assim-assim.


José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"




José de Sousa Saramago, o nosso prémio Nobel nasceu em Azinhaga, Golegã, 16 de Novembro de 1922 e faleceu a 8 de Junho de 2010 na sua casa em Tías, Lanzarote, vitíma de doença prolongada, e sendo ele a pessoa que foi achei por certo deixar aqui esta referência.
A sua obra é fastissima entre romances, poemas, crónicas passando até por peças de teatro, sem dúvida, que nos deixou demasiado para ser esquecido nos próximos séculos!...

Pessoalmente, ainda não li nenhuma obra de Saramago e, penso que não serei grande apreciadora, mas isso não significa de modo algum desprestígio ou indiferença relativamente a tudo o que significa para Portugal e para a Cultura. Acho que, José Saramago era uma pessoa polémica que tocava em assuntos demasiado delicados e que movimentam massas, o que por vezes se pode tornar num risco demasiado perigoso, pecava, mais uma vez na minha modesta opinião, por achar que as suas ideias e ideologias eram as certas e que as pessoas seriam ignorantes por não perceberem isso, e nesse aspecto deveria ser um pouco mais pacifico a abordar determinados assuntos, porque opinião todos nós temos e também cada um é livre de acreditar no que acha certo, e não podemos simplesmente “obrigar” ninguém a pensar de forma diferente.
Também não posso deixar de referir que algumas das vezes que falou de Portugal, magoou-nos o orgulho, e isso para nós portugueses deixa-nos sempre uma ponta de tristeza porque é tão difícil destacarmo-nos lá fora pela positiva e os outros são sempre tão prontos a porem os portugueses na “mó de baixo”, que não precisamos de ser nós próprios a fazer isso!...
Mas tirando estes pontos menos positivos, acho que nos devemos orgulhar de todo o caminho que José Saramago desbravou e do seu esforço em fazer de todos nós pessoas mais cultas.
E por tudo isto e, independente de qualquer outra coisa, aqui fica o meu mais sincero Obrigada!

Artigos a destacar:

A Dama Negra – Nora Roberts [Opinião]


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A Dama Negra
de Nora Roberts
A história de uma mulher, de uma estátua antiga e de uma paixão que atravessa os tempos.

Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 416
Editor: Edições Chá das Cinco
ISBN: 9789898032188

SinopseO ar estava frio quando a Dra. Miranda Jones chegou a casa depois de uma longa semana de trabalho. Mas o seu sangue gelou quando sentiu encostarem-lhe uma faca ao pescoço. Depois de roubarem tudo o que trazia, os assaltantes desapareceram.
Profundamente abalada, Miranda decide esquecer aquela experiência assustadora. E, para isso, nada como aceitar o convite para ir a Itália confirmar a autenticidade de A Dama Negra, um bronze renascentista representando uma cortesã dos Medici.
Mas, em vez de cimentar a sua posição como a maior perita mundial nesse campo, a viagem a Itália quase que lhe destrói a reputação. Sentindo-se alvo de uma cilada, Miranda está decidida a limpar o seu nome. Mas ninguém parece disposta a ajudá-la... com a excepção de Ryan Boldari, um sedutor ladrão de arte cujos objectivos são obscuros...
Agora torna-se evidente que o assalto à porta de sua casa foi muito mais do que isso e que A Dama Negra possui tantos segredos quanto a cortesã que a inspirou. Com a ajuda de um homem em quem não deve confiar mas por quem sente uma atracção intoxicante, a solução para todo este enigma parece repleto de traições, mentiras e perigos mortais.




Ponto de Vista: A leitura deste livro começou por uma mera curiosidade em ler alguma coisa de Nora Roberts, e como o aconselhado por quem é grande apreciador da sua escrita era mesmo “A Dama Negra”, pensei, bom vamos ler o excerto e ver se tenho vontade de comprar o livro.
E o que aconteceu foi que tive mesmo de o comprar porque tudo precisa de ter um fim para se poder tirar conclusões.

Bom, estamos perante um Romance, e isso parece que se está a tornar mais constante nas minhas leituras do que o que deveria ser normal, já que os policiais para mim são tudo, mas acho que em relação a este livro tenho de abrir uma excepção, porque conseguiu cativar-me, talvez por Miranda ter muitas características com as quais me identifico e por ser uma história em que a mulher tem o papel principal (o que também é de valor ).

É uma história cheia de emoções, que apela até aquilo que nos é mais íntimo, e que nos mostra o quão vulnerável podemos ser quando nos sentimos perdidos e desamparados por aqueles que deviam ser os primeiros a amarem-nos. Miranda Jones, personagem principal, vê a sua carreira comprometida quando surgem em público os resultados do seu estudo (ainda incompleto) numa estátua de bronze encontrada em Itália, denominada a Dama Negra, resultados esses que só deveriam ser revelados quando tudo estivesse concluído, mas é o que não vem a acontecer, sendo obrigada a afastar-se do projecto o que lhe fere o orgulho por achar que estava certa nas suas conclusões e por nem a sua mãe, mentora do projecto, ficar ao seu lado.
Quando tenta voltar com a sua vida à normalidade, é lhe roubado um bronze do Instituto que é responsável em conjunto com o seu irmão Andrew, e a partir daqui a sua vida fica completamente virada do avesso, já que tudo isto só faz com que a situação em Itália ainda fique mais viva na sua cabeça.
Acaba por ter um encontro inesperado com o ladrão do bronze, que se revela ser alguém que ela já conhecia e por quem já tinha sentido uma forte atracção, e isto só acontece porque o bronze era falso e ele queria de alguma forma reivindicar aquilo que achava que era seu por direito, a partir daqui gera-se então uma espécie de aliança, por um lado Miranda quer a sua reputação de volta e provar a sua credibilidade na autenticação de peças de arte e por outro lado Ryan quer ver o seu esforço recompensado, já que este seria o seu último assalto e ficou em prejuízo. Esta aliança também vai dar origem a uma espécie de relação de amor-ódio e que nos surpreende em quase todas as páginas, pela intensidade de todos os actos!...
O final, para mim, não foi totalmente surpresa, mas acho que é merecedor para Miranda, e no fundo também era o que eu queria que acontecesse…

Gostei muito, mesmo muito, acho que tendo em conta o número de páginas, nunca li um livro tão rápido! E talvez este livro seja um dos poucos que terei vontade de reler daqui a uns anos, é estranho quando nos parece que existem semelhanças demais entre nós e o livro, é desconcertante esse sentimento que nos deixa quando terminamos de ler mais umas páginas e ficamos com mil coisas na cabeça!... Para além de que, quando um livro é realmente bom, e quando o fechamos pela última vez fica, em parte, uma ponta de tristeza por saber que a história terminou e que a partir dali o espaço que ele vai ocupar vai ser apenas o da prateleira…

Em estrelas: 5¸.•☆

Festival Silêncio! - Lisboa Capital da Palavra


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Bom, Festival Silêncio é algo um pouco fora do comum e do qual nunca tinha ouvido falar, mas pelos vistos já é a segunda vez que se vai realizar em Lisboa, cidade candidata a Capital Mundial do Livro em 2013, e durante dez dias vai-se ouvir
S I L Ê N C I O…





O que é?

Um festival literário inovador que tem a palavra como base performativa. A ideia é trazer a poesia para o quotidiano e cruzá-la como novas criações artísticas e tendências urbanas.

E na prática?

Na prática haverá concertos, leituras encenadas, workshops, conferências, lançamentos de livros e audiolivros, poetry slam, spoken word e espectáculos transversais que cruzam música, vídeo e poesia.

Onde e quando?

De 16 a 26 de Junho, o festival invade os palcos do Musicbox Lisboa, do Instituto Franco-Português, do Goethe-Institut Portugal, do Teatro Maria Matos e do Cinema Nimas.

Mais informações em Festival Silêncio!

Fonte: Lifecooler

"História sem Fim"


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Mais uma iniciativa de valor preconizada por uma Editora, neste caso pela Papiro Editora, ou seja, “História sem Fim” permite a qualquer um de nós dar asas à nossa imaginação e acrescentar um ponto a este conto.

Esta iniciativa já teve começo na semana anterior, mas por falta de disponibilidade não a pude publicitar a tempo e horas, mas achei que como se trata de uma iniciativa sem fim à vista, estaria sempre a tempo de deixar aqui um post.
Assim, para participar basta dar seguimento à história com mais dois parágrafos por semana, que deverão ser enviados, para o e-mail da Papiro onde devem também constar os dados pessoais do participante.
O vencedor será contemplado por um livro da Editora, e irá encontrar o seu texto publicado no blogue, e quem sabe um dia, num livro!?...

Os cães de Babel – Carolyn Parkhurst [Opinião]


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Os Cães de Babel
de Carolyn Parkhurst

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 208
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722342155
Colecção: Grandes Narrativas

SinopseNo dia em que Lexy Ransome perde a vida ao cair da macieira do jardim de sua casa, Paul Iverson, o marido, compreende que a partir daquele momento toda a sua existência será pautada pela devastação da perda da mulher que amava. Atormentado pela dúvida quanto ao que realmente aconteceu, Paul embrenha-se numa investigação obsessiva. A única testemunha do que se passou é Lorelei, a cadela, e Paul entrega-se à tarefa de ensinar Lorelei a comunicar numa tentativa desesperada de chegar à verdade dos factos.



Ponto de Vista: Bom, livros que metam cães são quase um vício para mim, e este não foi excepção, e ao contrário de alguns que já li e que me desiludiram um pouco, este “encantou-me”…

Uma história simples, com poucos enredos e descrições, talvez seja apenas um pouco romântica (género que se está a revelar cada vez mais presente nas minhas leituras) pondo em relevo sentimentos e emoções que podemos partilhar com ou por alguém.

Fazendo um pequeno resumo para não tirar o brilho da história, esta centra-se em três personagens principais, Paul um homem na casa dos 40, divorciado e posteriormente viúvo de Lexy, a personagem que desempenha um papel fulcral na história, já que tudo gira à volta da sua vida e, consequentemente, da sua morte, que ocorre ao cair de uma macieira, por fim e em conjunto com os outros dois, surge Lorelei, uma cadela Rhodesian Ridgeback que sofreu maus tratos em pequena por parte de outras pessoas que falavam em nome da “ciência” e é o único ser que assiste à morte da dona. Nisto, Paul, linguista de profissão, rompe numa cruzada para descobrir se a morte de Lexy foi ocasional ou propositada, e para isso propõe-se a ensinar Lorelei a falar para que ela diga o que viu…

Como se espera, isso vem-se a revelar numa busca inglória, mas nesta cruzada nós percebemos o que acaba por ser mais importante, se uma explicação ou simplesmente aceitar os factos e viver a partir dai com tudo o que nos resta…

É uma leitura que nos faz pensar no valor da vida, naquilo que amamos e até que ponto conseguimos pôr em causa tudo isso por uma busca interior ou por uma explicação que não existe, por isso, para quem gosta deste género de introspecção acho que Os cães de Babel é um livro recomendado.

Em estrelas: 4{

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