Passatempos:

Archive for Setembro 2010

Compras do mês de Setembro...


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Este mês as compras foram partilhadas, já que os euros começam a encurtar rapidamente e as leituras também chegam com mais frequência a outros membros da casa, para minha satisfação.
E entre leilões e promoções, aqui ficam os que já fazem parte da minha prateleira:


E para aumentar a minha colecção da Nora Roberts:




Para o próximo mês, espero haver mais.

There Was a Story - Revista online de e... sobre Livros!


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Aqui está mais uma grande iniciativa – uma revista online gratuita sobre livros, com sugestões e críticas sobre o que mais se lê.
Mas para mim, o que mais importa destacar é a oportunidade que os escritores desconhecidos têm de ver, pelo menos de alguma forma, algo seu publicado. Não há propriamente um prémio, mas para quem gosta de escrever acho que isso é apenas um acréscimo.
Os textos podem ir até 5 páginas de Word (tipo de letra Calibri, tamanho 11) e o tema proposto é o Regresso, o resto fica ao critério de quem escreve. O envio dos textos deve ser até dia 17 de Outubro para therewasastory@hotmail.com. Participem!
E não deixem de dar uma vista de olhos nesta que já é a segunda edição de  
"There Was a Story".

Conto por Conto


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Aqui está uma das coisas que me dá muita satisfação anunciar no meu blogue, ou seja, mais uma iniciativa para dar asas à imaginação, e desta vez proporcionada pela Editora Alfarroba.

Há a história do gato, do tio, da avó. A história da vizinha, da escola, do autocarro.

Todos os dias há histórias. As que nos acontecem e aconteceram. As que contamos aos nossos amigos e as que fazem apenas sentido lembrar.

E depois há as outras. As que deviam ou podiam ter acontecido. Mas apenas fazem eco nas nossas cabeças, brincando connosco.

Todas estas pequenas histórias merecem ser contadas. Ponto por ponto, conto por conto.

Por isso até 15 Dezembro 2010, ponham os dedos a mexer, escrevam e enviem a vossa história.

Os 5 melhores serão editados num livro.

Para detalhes, informações e regulamento:

e-mail: geral@alfarroba.com.pt
telefone: 210 998 223


Para além desta iniciativa, esta recente editora também está aberta a novos autores, assim se têm algumas folhas guardadas numa gaveta, se calhar, pode estar aqui a oportunidade de elas ganharem vida e forma numa prateleira, não desistam!...

Ver como aqui.

Agatha Christie (1890-1976)


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"Eu gosto de viver. Já me senti ferozmente, desesperadamente, agudamente feliz, dilacerada pelo sofrimento, mas diante disso tudo ainda sei, com absoluta certeza, que estar viva é uma coisa grandiosa."

(Agatha Christie)




Agatha May Clarissa Mallowan nasceu a 15 de Setembro de 1890 em Torquay - Inglaterra e faleceu a 12 de Janeiro de 1976 na sua casa em Wallingford de causas naturais, mas o nome pelo o qual todos nós a conhecemos é Agatha Christie, uma pioneira no romance policial britânico e autora de várias dezenas de livros, sendo dos mais traduzidos em todo o mundo, rivalizando apenas com as obras de Shakespeare e com a Bíblia.


O que nos deixou...

Conhecida como Duquesa da Morte, Rainha do Crime, entre outros títulos,
é a autora de oitenta romances policiais e coleções de pequenas histórias, peças de teatro e outros escritos não publicados.
Os conhecimentos que adquiriu enquanto foi enfermeira voluntária da Cruz Vermelha durante a guerra foram essenciais para a escrita dos seus romances, uma vez que muitas vezes as vítimas morriam envenenadas.
Agatha foi pioneira ao fazer com que os desfechos dos seus livros fossem extremamente impressionantes e inesperados, sendo praticamente impossível ao leitor descobrir quem é o assassino.


Criou os famosos personagens Hercule Poirot, o detective belga com as suas prodigiosas celulazinhas cinzentas no cérebro e o seu feitio peculiar e extravagante, Miss Marple, uma solteirona simpática, observadora sagaz e tão cerebral quanto o detective belga, entre outros.


Para mim...

É, sem dúvida, a autora por quem nutro mais carinho, para além de ser especialista no género literário que mais gosto, é também no meu imaginário, uma espécie de avó contadora de histórias mirabolantes, cheias de mistério e muita sabedoria, com um profundo conhecimento da psique humana.
E por isso mesmo, não poderia deixar passar esta data em branco sem deixar aqui a minha modesta homenagem pelos seus 120 anos de nascimento. 

"A melhor hora para planejar um livro é enquanto se lava a louça."
                                                             (Agatha Christie)

Fontes:

Sepulcro – Kate Mosse [Opinião]


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Sepulcro
As cartas podem mudar o seu destino.
de Kate Mosse

Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 656
Editor: Livros D´Hoje
ISBN: 9789722040648

SinopseMeredith Martin chega a Domaine de la Cade para fazer uma pesquisa para a biografia de Claude Debussy. Mas tem o desejo de descobrir as origens da sua família, que remontam à região. As únicas chaves que tem são a velha partitura de piano, as fotos antigas que a sua mãe lhe deixou e as cartas em que nunca acreditou. De imediato é cativada pela trágica história da casa, que se diz ser assombrada, e pelo destino de Léonie Vernier - uma jovem que em 1981 rumou a Domaine de la Cade com o seu irmão e que em 1987, no dia de Todos-os-Santos, desaparece sem deixar vestígios. Nessa mesma noite, numa pequena aldeia do vale, um sacerdote idoso e recluso é brutalmente assassinado. As únicas ligações entre os dois acontecimentos são a música fantasmagórica que paira no ar nos antigos bosques da montanha e a carta de tarot colocada na mão do morto: a carta XV, O Diabo. Os assassinos nunca foram julgados e o corpo de Léonie nunca apareceu. Quando Meredith vê um antigo túmulo escondido dentro do recinto e ouve a música fantasmagórica que ecoa durante a noite, percebe que a história das cartas está longe de estar morta e enterrada. Contra a sua vontade, vê-se numa corrida contra o tempo, tanto para encontrar o tarot de Vernier como para solucionar o antigo mistério do desaparecimento de Léonie, sem se tornar ela própria a mais recente vítima.




Ponto de Vista: Não sei se já vos aconteceu alguma vez, mas a mim acontece-me com alguma frequência ser chamada por um livro, e Sepulcro foi um desses livros…

Apesar de ser uma história que começa de uma forma funesta, esta consegue automaticamente transportar-nos para Paris, numa época em que a sociedade se dividia entre ricos e pobres, entre o brilho e o glamour e a escuridão e o desencanto.
Envolvendo-nos completamente na vida de Léonie, uma jovem de dezassete anos cheia de energia e personalidade, Anatole, seu irmão mais velho e o responsável pela casa e Marguerite Vernier, a mãe dos dois, uma mulher sofrida mas admirável pela sua beleza, que lhe valia algumas regalias, uma família do século XIX envolta em mistérios, que passarão a ser vividos em Domaine de la Cade, uma propriedade de família e que será palco de toda a história.
Ao mesmo tempo e vivido quase um século, encontramos Meredith Martin, uma académica de 28 anos que vê numa pesquisa para completar a biografia de Claude Debussy uma forma de também ela descobrir as suas próprias raízes, partindo assim para França numa busca muito mais pessoal que profissional.

A história divide-se em duas partes, como duas histórias paralelas que constantemente se entrelaçam e nos fazem querer passar rapidamente de uma para outra de forma a saber qual o desfecho de tudo.

“Coisas a deslizarem entre o passado e o presente.”

Tanto Léonie como Meredith são duas mulheres lutadoras e fortes que procuram o seu objectivo, sendo que a primeira quer desbravar segredos e percebe que existem muitas outras coisas que simplesmente não se explicam, como um baralho de cartas de tarot capaz de mudar o rumo da vida daqueles que se vêem envolvidos nele e um sepulcro habitado por medos e sons, enquanto Meredith, céptica, precisa de um fundamento em tudo, e quando por um acaso lhe é dado a conhecer a sua vida através de um baralho de cartas semelhante, ela vê-se obrigada a mudar o rumo da sua própria história. São elas que se cruzam entre o passado e o presente, mostrando que a vida tem estranhas coincidências e que, aparentemente, existe uma máquina que simplesmente faz acontecer.
Outras personagens surgem tanto numa altura como noutra, como um novelo que faz o enredo e nos fazem perder de ansiedade e urgência pelas 656 páginas deste livro, que para mim tem muito mais do que aquilo que posso deixar aqui escrito.

Resumidamente, é uma história cheia de suspense e sofrimento vivido em duas alturas diferentes, mas todo o mistério em volta de uma partitura de piano, uma fotografia antiga, um baralho de cartas de tarot e um sepulcro levam-nos a querer um pouco mais, e quando terminei a leitura deste livro fiquei com essa mesma sensação.
É um livro muito bem construído, consistente, que me fez relembrar o meu enferrujado francês e que se tornou, para mim, numa leitura quase compulsiva, acho que para quem aprecia os temas tem aqui uma história que irá ocupar umas horas bem passadas na busca de certezas, tal como todas as personagens envolvidas.

Em estrelas: 4{

Uma última noite – Nora Roberts


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Uma Última Noite (E-book)
de Nora Roberts

Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 147
Editor: Chá das Cinco

Para ler este e-book basta clicar na imagem.




Ponto de Vista: Esta foi mais uma leitura para as horas mortas, e porque Nora Roberts parece ter-se tornado uma constante nos meus dias.

Nesta história não há crimes, nem roubos, nem perseguições, esta é uma verdadeira história de e sobre Amor, desde o mais puro e ingénuo como o de uma criança, ao mais difícil e doloroso como o de um adulto.
Para além de outras personagens, tudo gira à volta de três nomes Kasey Wyatt, antropóloga, Jordan Taylor, escritor de renome e Alison Taylor, a criança que cruza a relação dos dois primeiros.
Kasey chega à mansão de Jordan de forma exuberante e descontraída, para o ajudar no seu último livro, de forma a dar uma versão mais verídica dos factos, e ao mesmo tempo, ela consegue quebrar com a monotonia vivida naquela casa e na vida de todos os que lá vivem. Cheia de atitude e muita emotividade aproxima-se de Alison, uma criança de onze anos órfã, que se vê a viver a vida de um adulto pela forma rígida que a avó, Beatrice, lhe impõe. É nesta empatia gerada entre as duas, já que Kasey também passou pelo mesmo trauma, que Alison se entrega a ela e a toda a alegria que Kasey representa a partir daí na sua vida.

“Não há nada como o amor de uma criança. As crianças não impõem condições às suas emoções. Dão simplesmente. Têm uma pureza que perdemos quando crescemos.”

E no meio desta cumplicidade entre as duas, surge também uma grande atracção entre Kasey e Jordan, ele no topo da sua classe e elegância, e ela na sua forma descontraída de encarar todas as situações. Mas o amor é mais forte que tudo o resto, e apesar de Kasey saber que a passagem por aquela casa era temporária, foi atingida por ele como nunca tinha sido antes. Só que para além de Jordan se mostrar com reservas em relação a ela, Beatrice não aceita mais nenhum tipo de relacionamento entre os dois, e a partir daqui a vida de Kasey vai sofrer muitas reviravoltas…

“Ser‑se amado é fácil. Amar é que é difícil.”

Uma história pura de sentimentos, em que felizmente e apesar de algum sofrimento infligido pelo meio termina com uma agradável surpresa!... Aconselhado a quem é fã de Nora Roberts e a quem valoriza o sentimento acima de tudo!


Em estrelas: 4¸.•☆

Regresso...


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Não posso dizer que seja um regresso definitivo e activo, mas como já tinha por aqui algumas coisas que gostava de deixar publicadas, achei que não devia adiá-las por mais tempo.

Assim, quero deixar aqui, mais uma vez, uma palavra de gratidão por todo o apoio que tenho tido, tanto de amigos reais como virtuais, nestas últimas semanas dificieis.
E espero que continuem a passar por este espaço que me enche de ânimo e me faz, por momentos, esquecer a vida lá fora e viver apenas no mundo do faz-de-conta que só um livro pode proporcionar.

Obrigada a todos!

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