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Fetiche - Tara Moss [Opinião]


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«Moss é meticulosa a descrever os procedimentos de investigação, granjeando muitos elogios pela autenticidade dos seus policiais... Ela é bem capaz de se tornar numa das autoras mais bem-sucedidas no género.»
.World Literature Today.




Fetiche
de Tara Moss    

Edição/reimpressão: 2010
Editor: Porto Editora
Páginas: 320
ISBN: 978-972-0-04101-2
Colecção: Alta Tensão

SinopseMakedde Vanderwall é estudante de Psicologia Forense e, nas horas vagas, modelo internacional. Contactada pela agência para realizar alguns trabalhos de moda e relançar a sua carreira, viaja até Sydney, aproveitando a oportunidade para visitar a sua melhor amiga, Catherine Gerber. Mas as passarelas e as intrigas do mundo da moda depressa perdem importância quando Mak tropeça literalmente no corpo mutilado da amiga. Catherine é a mais recente vítima do «assassino dos stilettos», um homicida cruel que sequestra as suas presas e as tortura, para em seguida as matar. Incapaz de se afastar da investigação, Mak ver-se-á enredada num mortífero jogo do gato e do rato, longe de saber que ela própria se tornou na obsessão de um sádico psicopata...



Ponto de Vista: Uma leitura ainda de 2011, mas quando peguei neste livro andava sequiosa de um verdadeiro policial com crimes, descrições macabras, investigações, polícias, assassinos, futuras vítimas, etc, etc…
E decidi investir no único género que me atrai verdadeiramente e que me faz contar as horas para pegar no livro novamente, e posso dizer que desta vez acertei na escolha.

“Como um grande predador, os seus movimentos eram pausados, lentos, sem nada que pudesse alarmar a presa até ao momento do ataque.”

Fetiche conduz-nos para uma história arrepiante que nos dá a conhecer a mente doentia de um sádico psicopata que viola, mutila e mata por puro deleite.

Quando aceita a proposta de uma agência para ir até Sydney, Makedde Vanderwall, uma estudante de Psicologia Forense que tenta ganhar o seu sustento como modelo, só pensa em encontrar a sua melhor amiga Catherine Gerber, mas está longe de imaginar aquilo que realmente a espera. Pois, para seu horror, irá encontrar o corpo de Catherine completamente mutilado em plena sessão fotográfica, algo que tem vindo a ocorrer com alguma frequência.

“Nunca tinha visto um cadáver que parecesse, que cheirasse, tão violentamente, tão horrivelmente a morte como a rapariga que descobrira no dia anterior.”

O choque inicial toma conta de Mak, mas o seu lado policial, tanto pela sua formação como por ser filha de um inspector da polícia, apela por ela acabando por se envolver na investigação mais do que devia…
E a proximidade com Andy Flynn, o responsável pela investigação, não vem ajudar nenhum dos dois, já que este acaba mesmo por ser afastado do caso.
Mas Andy tem um passado obscuro, será ele realmente uma pessoa de confiança?

“No entanto, o assassínio de Catherine Gerber oferecia poucas pistas, mas, em contrapartida, suscitava muitas questões.”

Desafiando o perigo, Mak tenta a todo o custo encontrar pistas que possam levar ao homicida apelidado de «assassino dos stilettos», só que é ela é que está na sua mira como a próxima vítima, a perfeita.
Agora como será ela capaz de fugir das mãos deste assassino cruel e obcecado? E quem será ele, afinal?

“A linha entre pesadelo e realidade tornara-se incrivelmente ténue.”

Esta foi uma leitura compulsiva de três dias, coisa que não é nada normal acontecer-me, tal não foi o envolvimento que senti com a história!...
É certo que as personagens não são isentas de pequenas falhas tanto de personalidade como de atitude, mas conseguiram ser apelativas o suficiente para me deixar com vontade de as conhecer melhor.
Fetiche prende-nos de imediato no suspense inicial de quem poderá ser o serial killer e na sua obsessão, e depois o desespero de Mak em descobrir um culpado e, o caso fortuito com Andy que acaba por dar uma ligeireza à história, completa um enredo com substância, apenas senti que algumas partes ficam soltas apesar de subentendidas, talvez isso se venha a revelar um pouco mais à frente…

Tara Moss é apelidada de Agatha Christie de saltos altos, e na minha opinião acho que lhe assenta muito bem, mesmo sendo Agatha uma autora única e insubstituível na arte de nos enredar e de nos deixar perdidos pelos possíveis culpados do crime, Tara dá-nos uma perspectiva mais crua e directa mas bastante envolvente e com boa argumentação.
Dessa forma, esta foi para mim, uma das melhores leituras de 2011, e apesar de o tema abordado ser de certa forma comum no que diz respeito a policiais, acredito que este não vai desiludir quem é apreciador do género.
Posteriormente, apenas, tal como eu, terá de aguardar pela publicação dos livros seguintes da autora pois a história não termina aqui e o tormento para Mak, ao contrário do que ela esperaria, irá continuar!… 



Em estrelas: -5¸.•☆


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Balanço das Leituras de 2011...


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Bom, este ano de 2011, e ao contrário dos últimos em que a preferência de leituras recaía basicamente sobre policiais, foi pautado por os mais variados romances, pois este género também acaba por ser bastante abrangente.

Em questão de números consegui superar os 18 lidos em 2010 e chegar aos 28, continua a não ser um número surpreendente nem o ambicionado (30), mesmo assim sinto-me bastante satisfeita com o feito pois o tempo de que disponho para a leitura é ínfimo e se conseguir manter alguma regularidade para mim já é muito recompensador.






Mas não sei se foi de mim ou das minhas escolhas literárias, este ano não houve um livro que eu possa dizer que me arrebatou por completo, talvez pelo facto de ter lido mais o grau de exigência também seja maior e daí achar que, na maioria, nenhum conseguiu corresponder totalmente às expectativas.

Assim, o meu Top + para 2011 não irá tocar em todos os géneros como no anterior, optando antes por comentar os livros e autores que mais me surpreenderam.



Policial = Fetiche de Tara Moss & O Executor de Karls Kepler


No meu género favorito acabo por não ter muitas escolhas, mas Fetiche mesmo a trazer um tema bastante recorrente dentro dos policiais, revelou-se numa leitura compulsiva de três dias, e uma óptima descoberta no que respeita à autora, Tara Moss.




Outro destaque vai para O Executor de Karls Kepler, gostei da química destes dois autores, que transportam o leitor num misto de adrenalina e curiosidade ao longo de toda a história.






Romance


O Romance Sobrenatural foi uma estreia para mim, e fi-lo pelas mãos de Lara Adrian, que me conquistou com um mundo diferente de vampiros, e talvez por isso, me tenha prendido aos seus livros de uma forma viciante.
Acredito que para 2012 acabe por me aventurar dentro deste género a outros autores como J.R. Ward, de quem tanto se fala.





No Romance Policial descobri Mary Higgins Clark, e sem dúvida que a autora é mestre nas palavras, tocando em questões bastante pertinentes e actuais, levando-nos sempre para além do crime.




Outro género que desconhecia – o Romance Sensual, não me deixou propriamente surpresa com o tipo de história que encontrei, normalmente são vividas em épocas históricas mas com carência de detalhes históricos, o que é uma pena porque quase sempre há enredo mas esmorece no conteúdo. Dos três que li, destaco sem dúvida Noites de Paixão de Cheryl Holt.




E, Nora Roberts, para mim será a autora que recebe o primeiro lugar a nível de romance propriamente dito por conseguir conjugar sempre crime, mistério e romance bem doseados, o que, de uma forma ou de outra, nos prende sempre à história.






Thriller = A Ameaça de Ken Follett & Vidas Trocadas de Sandra Brown



Este foram os dois livros que li dentro do género que mais se destacaram positivamente e considero que são thrillers ligeiros e bem doseados de romance.







Quanto aos autores, conheci-os a ambos nestas leituras, e se por um lado esperei um pouco mais de Ken Follett, por outro simpatizei bastante com Sandra Brown, mas considero que ambos os autores são bastante hábeis na forma como escrevem e nos temas que abordam.





«« »»




Dos autores portugueses que li este ano, e não desmerecendo o trabalho de uns em relação a outros, não podia deixar de destacar Tiago Rebelo que me conquistou com a simplicidade da sua escrita e pela forma realista como constrói as suas histórias.






»» E este é o balanço que fica de 2011… Vamos ver o que terei para escrever no final de 2012…

Breve História de Amor - Tiago Rebelo [Opinião]


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Breve História de Amor

de Tiago Rebelo   

Edição/reimpressão: Novembro de 2011
Editor: Asa
Páginas: 168
ISBN: 9789892316574

SinopseBreve História de Amor é o desfile de retratos autênticos sobre relações quotidianas. Caminhos do acaso que levam homens e mulheres a cruzarem os seus destinos, por vezes, nas circunstâncias mais surpreendentes. Pessoas que se encontram, ou se reencontram, que se unem ou se separam, sentimentos intensos e irreprimíveis que determinam as suas vidas e alteram bruscamente e sem aviso os seus destinos. Através de uma descrição intensa e cirúrgica, Tiago Rebelo conduz-nos aos pensamentos mais íntimos das personagens que tantas vezes se confundem com os nossos. Autor de romances bem conhecidos do público, como O Tempo dos Amores Perfeitos, O Último Ano em Luanda ou Uma Noite em Nova Iorque, Tiago Rebelo oferece aos leitores a versão original das melhores histórias publicadas ao longo de mais de um ano na revista Domingo, do Correio da Manhã, e ainda o conto inédito Amores Indeléveis.



Ponto de Vista: Este é um pequeno livro recheado de amor que não se lê, sente-se, pois também nós de uma forma ou de outra fazemos parte dele.

"Nos dias de hoje, a felicidade é uma obrigação, talvez porque as pessoas não se sentem atraídas pela infelicidade alheia."

Assim, o que vamos encontrar em Breve História de Amor é uma compilação de pequenas histórias (na sua maioria já publicadas na revista Domingo do Correio da Manhã) em que a personagem principal é, precisamente, o amor vivido por homens e mulheres sem nome, e que poderiam ser qualquer um de nós, a viver uma história que também poderia ser a nossa.

"Encontram-se em ruas secretas nos intervalos dos dias, procuram-se a cada oportunidade da vida."

Entre encontros, desencontros e reencontros da vida somos guiados por sentimentos e circunstâncias que nos levam a estar onde e com quem não esperávamos ou desejávamos, ou vice-versa, e é nesse preciso momento que, intencionalmente ou não, se fazem escolhas que, muitas vezes, alteram por completo o rumo do nosso caminho, caminho esse que nem sempre tem um retorno…

"A distância é uma coisa boa, mas não chega. Pode ter vindo para longe, mas as recordações dolorosas vieram com ela, porque a memória não se desliga como o telemóvel ou o computar. A tristeza, a desilusão, só esmorecem com o tempo, sabe-o bem, mas isso não a ajuda mais."

O que sentimos com esta leitura é uma espécie de lufada de esperança de encontrar o amor em quem e onde menos esperamos, simplesmente porque ele faz parte de nós, mesmo que muitas vezes duvidemos dele, que muitas vezes nos magoe, sem ele seriamos corpos vazios, sem qualquer vestígio de calor humano.
É o amor e, mais precisamente, a busca por ele, que nos alimenta e nos faz viver, porque o ser humano na sua complexidade é tão simples como qualquer outro animal, que apenas procura atenção e companhia.

"Ao início da noite eram duas almas toldadas pelos seus fracassos pessoais, pelos casamentos falhados. Porém, ao final da noite são duas pessoas surpreendidas e com esperança no dia seguinte."

E, mesmo a ser um autor já com alguns romances publicados e reconhecidos pelo público, este é o primeiro livro que leio de Tiago Rebelo, e posso dizer que fui surpreendida pela fluidez e simplicidade da sua escrita, que logo à partida torna qualquer história acessível a qualquer leitor, ao mesmo tempo que nos impele a ler mais, que é o que farei com toda a certeza.

Se procuram um livro para ler sem pressa nem prazo, e que apele ao coração e à reminiscência, encontrarão em Breve História de Amor a escolha certa.


Em estrelas: +3¸.•☆


»» Mais uma vez deixo aqui o meu enorme OBRIGADO à Maria João por esta oferta tão especial…




E aproveito para lembrar que está a decorrer até ao final do próximo mês de Janeiro um desafio literário em parceria com a Asa e o autor Tiago Rebelo intitulado «Breve História de Amor», em que o mote é precisamente escrever uma breve história de amor. 
Inspirem-se nesta época festiva que estamos a viver e escrevam a vossa breve história de amor.
Para saber mais basta clicar aqui.

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Amigos Influentes - Donna Leon [Opinião]


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Amigos Influentes

de Donna Leon   

Edição/reimpressão: Março de 2006
Editor: Editorial Presença
Páginas: 220
ISBN: 972-23-3530-8
Colecção:  O Fio da Navalha, n.º 85

SinopseEste é o nono romance da série policial protagonizada pelo Commissario Brunetti, que a Presença tem vindo a publicar nesta colecção. Brunetti é visitado em sua casa por um jovem burocrata que vem pôr em questão a existência legal da casa onde há tantos anos vive com Paola e os dois filhos. Como qualquer veneziano, mesmo sendo polícia, Brunetti pensa em recorrer à influência de pessoas bem colocadas que o possam ajudar... O tempo decorre e Brunetti vai esquecendo o assunto, quando recebe um telefonema do mesmo homem, que pretende encontrar-se com ele para lhe comunicar uma informação que claramente o aterroriza. Entretanto, o jovem aparece morto em consequência de um plausível acidente, mas o Commissario sabe que algo de muito grave se está a passar. Obra vencedora do Crime Writers’ Association Macallan Silver Dagger para ficção.



Ponto de Vista: Depois de ter tido a primeira experiência com Donna Leon em Pedras Ensanguentadas, em que fiquei um pouco desiludida com a história, achei que deveria dar mais uma oportunidade à autora.

Em Amigos Influentes não podíamos deixar de encontrar, como em todas as histórias de Donna Leon, o comissário Guido Brunetti e a sua família num enredo de amizades, influências e corrupção, onde o desespero pode levar aos actos mais irracionais pondo em causa tudo o que se conseguiu conquistar durante uma vida.

“A realidade estava lá, maleável e obediente: uma pessoa só tinha de puxá-la para cá, empurrar um bocadinho para acolá, e dar-lhe a forma de qualquer imagem possível. Ou, se a realidade fosse insubmissa, bastava apontar os canhões do poder e do dinheiro e abrir fogo. Tão simples, tão fácil.”

Veneza está longe de ser uma cidade exemplar, e nem mesmo Brunetti está livre de ilegalidades. Ao receber a visita de Franco Rossi, um funcionário da Ufficio Catasto, Brunetti fica a saber que provavelmente a sua casa de tantos anos foi construída ilegalmente, e na ausência de documentação a comprovar o contrário corre o risco de ser demolida por se encontrar num prédio histórico, algo que Brunetti terá evitar a todo o custo.
Entretanto, o tempo vai passando, e só quando Brunetti volta a ser contactado por Rossi, se recorda do que os levou a conhecer-se, mas desta vez Rossi pretende apenas revelar algo ao comissário, o que acaba por não acontecer, pois ao fim de alguns dias Brunetti descobre que Rossi faleceu de uma estranha queda num prédio devoluto.
A partir daqui, Brunetti, num misto de curiosidade e desconfiança, dá início a uma investigação que está muito para além desta morte aparentemente acidental. Como num puzzle, a pouco e pouco, quase todas as peças se vão encaixando, e Brunetti percebe que à vista de todos se gere um negócio bastante lucrativo para alguns, onde os agiotas e o tráfico de droga imperam, e sem que nada se faça para alterar isso…

“Estava a fazer a pergunta e já a sentir o peso da absurdeza de tudo aquilo: como se provava a existência da realidade?”

Mas se em Pedras Ensanguentadas não senti grande empatia por Brunetti, pois pareceu-me um pouco vazio de personalidade, neste livro Brunetti acabou por se revelar numa pessoa mais madura e sensitiva, ultrapassando a sua postura normalmente fechada e pouco sensível, destacando o seu sentido de justiça como o caminho certo a percorrer, e que vê na família o seu ponto de equilíbrio.

“Depois do jantar, ele estendeu-se no sofá, acalentando a esperança de que arranjaria forma de manter a paz familiar e que os terríveis acontecimentos com que os seus dias eram preenchidos jamais lhe cercariam o lar.”

Nesta história, aparte de algumas pontas soltas e um certo desfasamento no desenrolar da história, Donna Leon mostra-nos Veneza, por entre canais e ruas, apelando o leitor para temas actuais, que na maioria das vezes são notícia em qualquer jornal, e que por isso, talvez, acabem por se tornar para nós indiferentes, só que é extremamente importante não os esquecer pois se ambicionamos uma sociedade onde impere a justiça e os valores precisamos perceber que situações como as que são apresentadas nesta história têm de deixar de ser uma realidade e passem a sê-lo apenas ficção.

Amigos Influentes é, por isso, um romance policial que satisfaz quem procure uma leitura ligeira que leve a ponderar nos caminhos que todos nós temos de tomar um dia e nas escolhas que fazemos para ultrapassar o que vai surgindo no nosso trajecto.


Em estrelas: -4¸.•☆



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Escravos do Amor - Kate Pearce [Opinião]


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Escravos do Amor
O amor de uma mulher, a redenção de um homem
de Kate Pearce   

Edição/reimpressão: Novembro de 2011
Editor: Quinta Essência
Páginas: 292
ISBN: 9789898228680

SinopseSatisfação sexual... Os dez anos como escravo sexual num bordel turco fizeram com que Lorde Valentin Sokorvsky tivesse um insaciável apetite sexual. Agora, chegou a hora de casar, mas encontrar uma mulher que consiga satisfazer os seus luxuriosos desejos representa um autêntico desafio para ele... Até que conhece Sara e tudo em que consegue pensar é em tê-la sob o seu corpo viril, suplicando-lhe que o saboreie e o acaricie. Sedução sensual... Sara Harrison sabe que deveria ficar escandalizada e assombrada pelos atrevidos avanços de Lorde Sokorvsky, mas, ao invés, sente-se secretamente excitada e atraída por aquele homem sensual e sedutor. Escondida atrás da sua calma e das suas maneiras requintadas, encontra- se uma mulher sensual que deseja as carícias íntimas de um homem e anseia ser educada na arte da sensualidade para dar e receber prazer e sucumbir a um louco desejo que não conhece limites.



Ponto de Vista: Este é um daqueles livros que logo de antemão sabemos que a história que contém está longe de passar por um ingénuo romance, e por isso mesmo não devemos ficar chocados com o que poderemos vir a ler…

Escravos do Amor dá início à série «Casa do Prazer», e nesta história começamos por conhecer Lorde Valentin Sokorvsky, um homem, com estatuto social e bem-sucedido nos negócios, que tem tanto de fogoso como de misterioso. Resgatado da escravatura por John Harrison, assim como o seu amigo e cúmplice Peter, sente que tem uma dívida para com John que está a passar por sérias dificuldades financeiras e, por isso, aceita casar com uma das suas três filhas. A sua escolha recai sob Sara, uma jovem com uma personalidade vincada, que ambiciona ser mais que uma simples dama de sociedade.

"Não acreditava no amor, embora soubesse no fundo da sua alma que amava Sara. Agora ela pertencia-lhe e ele lutaria e mataria para ficar com ela."

Este casamento, ao contrário do que se poderia esperar, não é uma obrigação para nenhum dos dois, e rapidamente o desejo que sentem um pelo outro ultrapassa qualquer limite, não se inibindo de viver intensamente todas as suas fantasias e descobrindo novas formas de dar prazer um ao outro.

"Tinha escolhido uma mulher que não tinha medo de aceitar e expressar as suas paixões mais profundas."

Mas Valentin esconde um passado de escravidão, vivido na Turquia, em que o seu corpo era utilizado apenas para dar prazer a outros, e isso é algo que o atormenta e que o mudou enquanto homem. Só que, como uma sombra na sua vida, o passado retorna e põe em risco tudo o que ele lutou para construir, incluindo o sentimento que Sara despoletou nele…

"Sara fazia a ligação entre o passado e o presente e oferecia uma esperança para o futuro."

Não posso dizer que parti para esta leitura com expectativas desmesuradas, e o que senti ao longo de toda a história foi uma, quase total, falta de romance, e de empatia com as duas personagens principais, Sara e Valentim, que não me conseguiram conquistar por completo, por um lado, por Sara ser, inicialmente, desprendida de qualquer tipo de pudor em relação ao sexo, mesmo sendo ela uma mulher com um espírito independente para a época, e por outro, Valentin que só pensa, praticamente, nisso mesmo, o que se torna um pouco excessivo.
Se houvesse um maior desenvolvimento nas vivências e medos de Valentin, assim como nos seus negócios e na parceria com Sara nos mesmos, o enredo tornar-se-ia mais interessante e menos repetitivo, assim como a parte histórica, com um maior destaque para hábitos da sociedade entre outros, o que daria mais conteúdo à história.

Assim, quem pegar neste livro não pode cair na ilusão de que vai encontrar uma terna história de amor, pois a maioria das suas páginas são repletas de muita luxúria, em que nem o mais pequeno pormenor é descurado, e por isso, não é um livro que aconselhe a todos, apenas a quem não se prende nalgum tipo de preconceito e que pretende ser um espectador desta relação íntima e extremamente ousada entre Sara e Valentin.

"Sabia que algo perigosamente agradável a esperava, mas não tinha certeza se desejava aceitá-lo ou fugir."


Em estrelas: -3¸.•☆



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A Ameaça - Ken Follett [Opinião]


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A Ameaça
Uma leitura que se começa e não se consegue interromper.
de Ken Follett   

Edição/reimpressão: Maio de 2011
Editor: Editorial Presença
Páginas: 352
ISBN: 978-972-23-3696-3
Colecção:  Minutos Contados, n.º 3

SinopseUnanimemente considerado um dos mestres actuais do policial, Ken Follett tem a capacidade única de, a cada novo romance, reinventar o próprio thriller. Em A Ameaça, um poderoso agente antiviral desaparece misteriosamente das instalações da Oxenford Medical, uma empresa farmacêutica que está a desenvolver um antivírus para uma das mais perigosas variedades do Ébola. Quem o poderá ter roubado? E com que obscuras intenções? Toni Gallo, responsável pela segurança da empresa, está profundamente consciente da terrível ameaça que o seu desaparecimento pode significar. Mas o que Toni, Stanley Oxenford, o director da empresa, e a própria polícia vão encontrar pela frente é um pesadelo capaz de ultrapassar os seus piores receios… Traições, violência, heroísmo e paixão num thriller absolutamente brilhante.



Ponto de Vista: Ken Follett é um autor mundialmente conhecido e reconhecido, e a sua escrita tem-me despertado imensa curiosidade, tanto pelo seu lado mais histórico como pela ficção. Mas a minha primeira escolha acabou por recair neste thriller que já vai na 9ª edição e que por cá tem merecido as melhores críticas.

“Tudo aquilo raiava a loucura. Mas o mundo estava louco.” 

Em A Ameaça, a morte de um dos funcionários da Oxenford Medical, uma conceituada empresa farmacêutica, veio abalar a estrutura de segurança a cargo de Toni Gallo, uma experiente ex-polícia. Só que ela não podia prever que nas vésperas de Natal, uma situação ainda mais grave acontecesse: o roubo da amostra de um dos vírus mais mortais de que há memória.

“Só podia haver uma razão para alguém comprar o Madoba-2: o desejo de fazer um grande número de vítimas.”

Mas um mal nunca vem só, e quando Toni decide comunicar o sucedido ao director da empresa, Stanley Oxenford, descobre que o mentor do roubo foi o próprio filho de Stanley, que levado pelo desespero das dívidas de jogo que contraiu vê-se num caminho sem retorno. A realidade não podia ser mais devastadora e atinge toda a família de Stanley, que se vê envolvida em interesses, mágoa e perdas irreparáveis, e que só pela bravura de alguns conseguirá manter-se viva.

“Os dados estavam lançados, arriscara uma aposta e agora não havia mais nada a fazer a não ser ganhar ou perder.”

Cada personagem é bem caracterizada, com uma personalidade única e, de uma forma ou de outra, tem um papel a desempenhar no desenvolvimento da história, mas sem dúvida, os que me conquistaram pela sua coragem e rebeldia foram os adolescentes Craig e Sophie, os verdadeiros heróis da história, pois perante uma situação de desespero onde toda a família corre risco de vida enfrentam armas e criminosos.
A parte principal da acção passa-se num curto período de dias, e a sensação que se tem é que tudo acontece em câmara lenta, como se fosse ao minuto, nenhum pormenor é descurado, e se por um lado a nossa imaginação dificilmente pode fugir ao que está escrito por outro também se vai perdendo o entusiasmo inicial pois sentimos que tudo demora demasiado para acontecer.

No entanto, e mesmo a ter ficado um pouco aquém das minhas expectativas, continuo a achar que foi uma óptima leitura pois os vários temas que se encontram enredados em toda a história, como a morte de animais em prol da ciência, um vírus letal ser utilizado como uma arma, o vício do jogo, os dramas familiares ou o amor em qualquer idade, torna-a realmente singular.
Facilmente se denota que Ken Follett possui uma escrita madura, pensada e justificada, e que construiu uma história para fazer o leitor reflectir numa série de questões que se levantam após a leitura, e talvez fosse um livro para se encaixar mais num romance que propriamente num thriller, pois a maior ameaça acaba por não ser o vírus Madoba-2, mas algo muito mais pessoal.

A Ameaça é uma história essencialmente familiar, onde todos têm os seus segredos e as suas fraquezas, sendo um bom livro para quem queira descobrir a escrita do autor ou que procure ler um thriller mais ligeiro mas igualmente intrigante.


Em estrelas: 4¸.•☆



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Grace - Richard Paul Evans [Opinião]


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Grace
Um grande amor. Uma tragédia. E a vida depois de tudo isso.
de Richard Paul Evans   

Edição/reimpressão: Setembro de 2011
Editor: Arcádia
Páginas: 344
ISBN: 9789892800561
Colecção: Arcádia Ficção

SinopseEla foi o meu primeiro beijo. O meu primeiro Amor. Ela era a pequena menina dos fósforos que conseguia ver o futuro na chama de uma vela. Uma fugitiva que me ensinou mais sobre a vida que qualquer pessoa antes ou depois. E quando partiu a minha inocência partiu com ela. Agora que começo a escrever, uma parte de mim sente que estou a acordar algo que era melhor que permanecesse morto e enterrado ou, pelo menos, enterrado. Podemos enterrar o passado mas ele nunca morre realmente. A experiência daquele Inverno cresceu em mim como hera na parece de uma casa, crescendo até ao ponto de fazer rachar tijolo e cal. Rezo para poder ainda contar a história como deve ser. A minha memória, como a minha vista, estão a desvanecer-se com a idade e já lá vão bem mais de 50 anos. Ainda assim há coisas que ficam mais claras com o passar do tempo. Pelo menos disto tenho a certeza: naqueles tempos houve demasiadas coisas mantidas em segredo. Coisas que nunca deveriam ter sido escondidas e outras que nunca deveriam ter sido reveladas.



Ponto de Vista: Não sou a maior adepta do romance que ‘faz chorar as pedras da calçada’, e esta história de Richard Paul Evans, mesmo envolvida por uma bonita capa, tem uma sinopse que me fez recear se não estaria precisamente perante um desses romances…

“O Eric não conseguiu perceber por que é tão importante para mim ter um diário. Talvez eu só queira deixar alguma prova de que existi.
Diário de Grace

Grace é uma história contada na primeira pessoa, mas é acima de tudo memórias de uma vida, desde a inocência e ingenuidade de criança à dura realidade da vida adulta.
Eric revive o passado com um intervalo de décadas, um passado que lhe deixou marcas profundas, que lhe construiu o carácter e que o fez tornar-se uma pessoa de causas.

“A semente que Grace plantou no meu coração vai pôr muitas gerações de crianças a salvo da negligência e do abuso.”  

Vive-se os conturbados anos 60, em que a iminência da guerra pairava sobre todos como uma verdadeira ameaça, mas para Grace a sua maior ameaça estava bem mais perto dela e, por isso, decide fugir de casa, sem medo nem arrependimento.
E neste novo caminho que traçou para si encontra Eric, que surge como a personificação do bem, que lhe dá uma mão amiga, abrigo e, por fim, o sentimento mais grandioso: amor genuíno, que não cobra e não magoa, algo que juntos irão descobrir e viver intensamente.

“Acho que estava à beira daquela que devia ser a fantasia das fantasias para a maior parte dos adolescentes, mas não tinha mais de catorze anos e o sexo oposto aterrorizava-me tanto como me desorientava.”

Mas, Grace é uma fugitiva, e uma criança desaparecida aos olhos dos outros, e tarde ou cedo, o seu refúgio na cabana de Eric e Joel, o seu irmão, irá ser descoberta, mas até esse dia acontecer, Eric pretende dar à sua primeira namorada tudo o que de melhor tiver, e mais ainda quando descobre o seu segredo, algo que terá implicações num futuro demasiado próximo.
Mesmo passando por imensas dificuldades financeiras, Eric prepara várias surpresas a Grace com a cumplicidade do seu irmão mais novo Eric, e no Natal os seus esforços serão redobrados, dando asas ao sonho de Grace e acabando ambos por viver um momento mágico e inesquecível.

“Acho que o segredo de uma vida feliz é termos memória selectiva. Lembremos os momentos que nos são gratos e esqueçamos rapidamente os que o não são.”
Diário de Grace

Só que essa felicidade seria demasiado efémera, pois Eric vê-se obrigado a revelar o esconderijo de Grace, e é a partir desse momento que o destino de ambos será traçado de uma forma irremediável.

Richard Paul Evans constrói uma história real, que muitas vezes se pode passar mesmo ao nosso lado e à qual nunca se dá a devida atenção. Por isso, o que o autor pretendeu com este retrato foi dar voz aos silêncios vividos por muitos adolescentes, que não passam de crianças, a quem lhes é roubada a inocência.
Os temas abordados são imensos, e existe um contraste enorme entre eles, pois se por um lado encontramos sentimentos como o amor, a amizade, os laços familiares, a religião, por outro somos atingidos pela a pobreza, a doença, o bulling, o abuso sexual, e até a guerra.
A pureza de sentimentos vividos por Grace e Eric, assim como a sua coragem nas adversidades demonstra a grande diferença que existe entre o ser adulto e ser adolescente, pois dentro da irresponsabilidade de alguns actos, a justiça do seu carácter não tem em conta aquilo que parece bem aos olhos dos outros.

“Na maioria das recordações, os momentos bons desvanecem-se enquanto os maus ficam firmemente gravados nos recantos dos nossos corações.”

E, como já devem ter percebido, o meu receio inicial veio a concretizar-se, pois o que vamos encontrar neste livro é uma realidade tão dura, que será impossível ficar-lhe indiferente, emociona, revolta e desgasta-nos de uma forma tão profunda que dificilmente será possível de esquecer.

Assim Faria
Por Grace Webb

«Se pudesse iluminar a tua vida como tu iluminaste a minha. Assim faria.
Se pudesse amar-te tão profundamente como tu me amaste. Assim faria.
Se pudesse sarar o teu coração como tu saraste o meu. Assim faria.
Se pudesse conduzir-te até Deus como tu me conduziste. Assim faria.
Se pudesse dar-te a esperança que tu me deste. Assim faria.

Se pudesse ficar contigo para sempre. Assim faria.»


Em estrelas: +3¸.•☆



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Destaque - "Astrologia e Guia do Amor 2012 " de Paulo Cardoso [Livros d'Hoje]


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O mais recente livro de Paulo Cardoso apresenta informações detalhadas sobre o que os astros lhe revelam para o próximo ano. 


Astrologia e Guia do Amor 2012
de Paulo Cardoso
P.V.P.: 13,90 €
ISBN: 9789722048484
Nº de Páginas: 552

Sinopse:
As edições Astrologia e Guia do Amor encontram-se agora reunidas num só volume, facilitando a consulta das previsões de cada Signo e as compatibilidades amorosas do leitor, ao longo de todas as semanas de 2012. Além da definição das características gerais de cada um dos Signos do Zodíaco, apontamos ainda algumas descrições mais específicas ou respostas às questões mais frequentes: «Como ama cada Signo?», «Como conquistar cada um deles?», «O que é a Astrologia?», ou «Há Livre Arbítrio?» Com tabelas que mostram mês a mês a tónica afectiva de qualquer pessoa, não só tendo em conta o Signo a que pertence, mas também a data de nascimento, temos não 12 mas 365 tipos de previsões diferentes, o que origina respostas mais personalizadas e, sobretudo, possibilita maiores vantagens nesta conjuntura tendencialmente difícil.

«Estando nós a viver um momento único na História, caminhando de crise em crise, não devemos ficar imobilizados perante os constrangimentos resultantes dos graves problemas sociais, mas antes usar todo o potencial que está patente nos «nossos astros» de nascimento, tirando partido das nossas virtudes, desenvolvendo os nossos talentos. Não acredito nas teses catastróficas da destruição do planeta no final de 2012. Não acredito que estejamos à beira do fim do mundo. E não acredito sequer que isto seja o princípio do fim, pelo contrário, sinto que estamos no início de uma nova era da consciência humana.
Astrologia e Guia do Amor 2012 é a prova da minha fé nesse tempo, a minha crença nesse futuro!»


Sobre o Autor:
  • Astrólogo, pintor e ensaísta, Paulo Cardoso publicou até ao momento 35 livros.
  • Oriundo de uma família de músicos e artistas plásticos, Paulo Cardoso nasceu e vive em Lisboa. Depois de terminar o curso de Química, frequentou simultaneamente o Conservatório Nacional e a Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Na área da Astrologia realizou, até ao momento, cerca de 18.500 estudos astrológicos, sendo considerado o mais prestigiado astrólogo português.
  • Desde 1978 que Paulo Cardoso tem publicado trabalhos em jornais e revistas de Portugal, Espanha, França e Bélgica, e colaborado com depoimentos e entrevistas destinados à realização de documentários para as televisões portuguesas, brasileiras, inglesas e alemãs.
  • Colabora regularmente em dez meios de comunicação social (imprensa e internet) que, no seu conjunto, contam com uma audiência de mais de 4,5 milhões de leitores.
  • Para saber mais sobre o autor visite a página oficial: www.paulocardoso.com.
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Um pequeno comentário sobre o livro...

Vou ser sincera, não sou a pessoa mais convicta no que diz respeito às previsões astrológicas, nem tenho muito o hábito de ver o que me reserva o meu signo, apesar de achar que no que respeita às características de cada um estas não fogem muito à nossa personalidade, daí a minha maior curiosidade em relação aos signos se prender essencialmente com o que define cada um.

E já que o assunto é mesmo esse deixo aqui um pequeno excerto do livro relativo ao meu signo: ESCORPIÃO, e que admito tem muito a ver comigo.

«Apaixonado, mas também torturado pela sua capacidade de sentir todos os momentos da vida, é atraído pelo mistério, pelo inacessível, pelo oculto.

Por vezes anjo, por vezes demónio, o Escorpião move-se entre os limites que dão, de facto, profundidade e direcção à vida. Ele não se compadece com os meios termos e detesta a hesitação.

O Escorpião tem fama de ser vingativo e ciumento. Puro engano. Ele é, sim, apaixonado pela vida, senhor de uma vontade férrea e de um forte sentido de justiça.

Autoritário com os outros e exigente consigo mesmo, ele é rígido nos seus métodos, nas suas ambições e nas suas atitudes.

É dos seres mais apaixonados e intensos que existe, com uma capacidade de entrega pouco comum, mas necessita do seu espaço e dos seus momentos de silêncio.»


» Assim, se tiverem curiosidade em saber mais sobre o vosso signo e/ou sobre o que vos reserva o ano de 2012 basta adquirirem este livro.

A Biblioteca das Sombras - Mikkel Birkegaard [Opinião]


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de Mikkel Birkegaard   

Edição/reimpressão: Abril de 2011
Editor: Porto Editora
Páginas: 424
ISBN: 978-972-0-04552-2

SinopseNo coração de Copenhaga, a livraria Libri di Luca é mais do que uma simples loja de livros velhos e usados. Quando o proprietário Luca Campelli morre de forma inesperada, o seu filho Jon, um proeminente advogado, ver-se-á envolvido num mistério inquietante.

Jon não planeia trocar a sua carreira pela livraria, mas, após uma tentativa de fogo posto à Libri di Luca, descobre que o pai era o líder de uma sociedade secreta de leitores e amantes de livros, os Lectores, criada para preservar uma tradição oculta que remontava à época do esplendor da Biblioteca de Alexandria. Os Lectores eram pessoas dotadas de um misterioso poder, tão fantástico quanto perigoso, que lhes permitia seduzir o leitor com histórias extraordinárias, evocar mundos imaginados, mas também manipulá-lo e levá-lo a pensar exatamente aquilo que queriam. Quanto mais Jon descobre, mais fica com a certeza de que a morte do pai nada teve de natural. Haverá uma conspiração no seio dos Lectores? Após inúmeras questões que escapam à sua compreensão, o jovem advogado ver-se-á obrigado a investigar as suas raízes para salvar a própria vida.

Uma leitura fascinante e perigosa, repleta de reviravoltas e suspense, que conduzirá o leitor a fronteiras inimagináveis.




Ponto de Vista: Há momentos em que não somos nós que escolhemos as leituras, são os próprios livros que nos chamam, e este foi um deles, logo que o tive em mãos não resisti a começar a folheá-lo, apesar de só agora escrever sobre ele…

Numa leitura sôfrega, foi assim que comecei a envolver-me nesta história envolta em mistério e poderes psíquicos revelados por leitores e leituras, e pelo o feitiço dos livros.


“Quando fechou os olhos, quase conseguiu sentir o odor a pó da loja de alfarrabista e ouvir o silêncio que ressoava pelas estantes como em nenhum outro lugar.”

Em A Biblioteca das Sombras, somos levados até à Libri di Luca e assistimos à morte perturbadora de Luca, e apesar de tudo apontar para uma paragem cardiorrespiratória, nesse mesmo instante desconfiamos de que as coisas não podem ser assim tão óbvias… E, esta morte é apenas o início de algo muito maior.
Jon Campelli é filho de Luca, mas tem uma vida completamente independente de tudo o que envolve o seu pai, é um excelente advogado, e quer manter a distância dos livros e da livraria, que para ele, lhe roubou a atenção de Luca. Mas, apesar da mágoa que guarda dentro de si, a pouco e pouco e na procura de respostas, começa-se a enredar cada vez mais no misterioso mundo dos livros que se mostram estar muito para além da simplicidade do objecto.


“Jon olhou para o livro. Era igual a qualquer outro livro, um monte de páginas com letras e palavras, sem a mais pequena sugestão da vida e da riqueza de cores que acabava de experimentar.”

Pois, o que ele vem a descobrir é que existe uma sociedade secreta milenar, os Lectores, onde um restrito número de pessoas se diferencia pelas suas capacidade psíquicas únicas, já que têm o dom da palavra ou simplesmente da mente, influenciando a leitura e tornando-a tão viva que o leitor passa a fazer parte integrante dela.

“Os textos sem um leitor não podem falar. É necessário que sejam lidos, e então não há dúvida de que falam. Cantam, murmuram, até gritam.”

E à medida que mais personagens se vão juntando à narrativa, e o número de mortes aumenta, tudo se torna cada vez mais inquietante.
Quem está por detrás destas mortes? E, afinal, qual o objectivo?
Numa angústia crescente somos enredados em leituras, intrigas e ambições, e algumas situações inesperadas, que nos levam a visitar Alexandria e muitas das histórias que fazem parte da nossa própria história.

Mikkel Birkegaard, de certa forma, acaba por encontrar a fórmula certa para captar a atenção do leitor, maravilhando-nos com a riqueza das descrições que faz da beleza e da magia dos livros, e a narrativa é feita de uma forma tão visual que praticamente passamos a ver tudo como num filme, mas senti que o enredo às páginas tantas começa a perder um pouco o magnetismo inicial, e o final acaba mesmo por nos deixar um certo vazio.
É certo que, pelo meu cepticismo natural e pelo meu gosto em particular pelo real, não sou por isso a maior adepta do paranormal, e isso poderá ter tido uma certa influência na forma como encarei a história. Mesmo assim, pelo facto de envolver livros e crime, por si só já mereceu as horas que lhe dediquei, e talvez seja uma história para se mostrar em mais capítulos…


“Estavam todos lá, a família Campelli, presentes no pó das prateleiras, na sombra entre as estantes e no ar que só circulava quando a porta da frente era aberta.”

Uma história que poderá ser interessante para quem gosta de um misto de suspense e paranormal, e ao mesmo tempo queira descobrir uma nova perspectiva de encarar o livro e a leitura.

“A literatura tem adquirido um brilho exageradamente romântico nos tempos que correm. Ler tornou-se uma espécie de passatempo para intelectuais. Mas na realidade não é mais do que um meio de distribuir informação, ou até uma forma de entretenimento, mas acima de tudo, é uma forma de transmissão de conhecimento, atitudes e opiniões.”



Em estrelas: -4¸.•☆


Passando por outras páginas...


Aposta Indecente - Matilda Wright [Opinião]


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Aposta Indecente
Ela ensinou-lhe que a vida não é um jogo...
de Matilda Wright     

Edição/reimpressão: Outubro de 2011
Colecção: Tiara
Editor: Livros d'Hoje
Páginas: 240
ISBN: 9789722047760

SinopseParis, 1854. Um dos homens mais ricos de França, o marquês de Villeclaire tem uma vida luxuosa e despreocupada, onde não falta nada que o dinheiro e a sua posição social possam pagar. Mulheres, jogo, festas, caçadas, palácios…
Mas uma aposta faz com que os destinos de Villeclaire e Catherine Duvernois, uma jovem e misteriosa viúva, se cruzem, numa altura em que uma nuvem negra tolda os dias do belo marquês, prestes a casar, contra sua vontade, com Blanche de Belfort.
A vida de Louis de Villeclaire desmorona-se…
Quem é Catherine Duvernois? E Blanche de Belfort? Alguém está a mentir. Mas quem? Porquê? A resposta mudará para sempre o futuro destas três personagens.
Um romance arrebatador, que se desenrola entre os sofisticados salões da aristocracia parisiense e as deslumbrantes paisagens do vale do Loire, levando os leitores numa viagem inesquecível por cenários de sonho, durante o reinado do Imperador Napoleão III.



Ponto de Vista: Aposta Indecente é um título enganador, pois aparentemente poderemos pensar que vamos encontrar um romance com pormenores mais apimentados vivido por um triângulo amoroso, mas desenganem-se…

Vive-se em pleno século XIX, em Paris, onde as festas, o glamour, as aparências e a posição social ditam a sociedade actual.
E o marquês Louis de Villeclaire caracteriza na perfeição o homem da época, um bon vivant que pelo seu título e pela fortuna que possui, não faz mais do que aproveitar todos os luxos que a vida lhe pode proporcionar, sendo também um dos partidos mais desejados para qualquer jovem solteira, ou não…


“Louis de Villeclaire olhava poucas vezes para o futuro, vivia o hoje como se fosse o último dia da sua vida, sem se preocupar com nada a não ser o seu prazer.”

Dado a noitadas com os amigos, entre copos e mulheres, faz uma aposta que mudará a sua vida e a de Catherine Duvernois, que apenas desejava viver longe da miséria e do homem repugnante com quem se viu obrigada a casar.
Mas Blanche de Belfort, uma jovem que aparenta ser quem não é, vem trocar as voltas ao marquês de Villeclaire, conseguindo arrebatar o eterno solteiro de Paris para um casamento que estava longe de ser conjecturado.

Agora será Louis de Villeclaire tão generoso a ponto de amparar uma jovem viúva que nada mais tem que dívidas? E, principalmente, conseguirá fugir a um casamento indesejado?
Muita coisa ainda está para ser desvendada, onde nem tudo o que parece é, e só quando a vida nos põe à prova somos capazes de mostrar aquilo que realmente somos.


“Mas nada seria como estava planeado, porque tal como Louis de Villeclaire, também o destino gostava de apostar e, tal como o marquês, também o destino quase sempre ganhava.”

Uma pequena história onde não faltam personagens femininas e masculinas, e a par com as principais outras se juntam para desempenhar um papel fundamental no desenrolar de todo o enredo, e com as quais simpatizamos, ou nem tanto.
Catherine Duvernois destaca-se pela sua coragem e força de carácter, apesar de não ter tido uma vida feliz, e vai encontrar na condessa de Thievenaz, uma mulher com a sabedoria de uma vida, uma grande aliada contra os intentos de Louis.
Já Louis de Villeclaire, pela forma como está caracterizado, é o tipo de homem, que apesar do seu charme, de quem sentimos uma certa repulsa pois utiliza as mulheres apenas para o seu bel-prazer sem nutrir por elas qualquer sentimento, algo que virá de certa forma a ser justificado.


“As mulheres eram como os gamos e as lebres que caçava nas suas terras do Vale do Loire, que o entusiasmavam durante o breve tempo em que cavalgava no seu encalço, e logo o desinteressavam, quando tombavam sob um tiro certeiro.”

Matilda Wright mostra que afinal os seus receios não tinham razão de ser ao dar a conhecer os seus textos até agora escondidos numa gaveta, pois soube construir personagens ricas envolvidas por uma série de mal entendidos e nutridas por sentimentos verdadeiros.

Aposta Indecente é uma doce história que se saboreia sem pressa, que nos mostra hábitos e costumes de uma época em que a nobreza sobressai pela sua sumptuosidade, e em que conhecemos Paris repleta de brilho e beleza. Um romance enternecedor vivido por príncipes, duquesas, marqueses e condessas que não deixará indiferente quem o ler.




Em estrelas: 4¸.•☆



A Autora:
  • Matilda Wright nasceu em Londres, em 1968. Estudou Literatura Inglesa em Cambridge e vive com o marido na região de Cúmbria, no Norte de Inglaterra, onde criam cavalos. Têm quatro filhos que, de vez em quando, também vivem lá em casa.
  •  Aposta Indecente, agora editado pela Livros d’Hoje, é o primeiro dos seus romances a ser publicado, dos muitos que tem escrito desde os seus tempos de Universidade, sem nunca os ter mostrado a nenhum editor.

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