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Fetiche - Tara Moss [Opinião]


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«Moss é meticulosa a descrever os procedimentos de investigação, granjeando muitos elogios pela autenticidade dos seus policiais... Ela é bem capaz de se tornar numa das autoras mais bem-sucedidas no género.»
.World Literature Today.




Fetiche
de Tara Moss    

Edição/reimpressão: 2010
Editor: Porto Editora
Páginas: 320
ISBN: 978-972-0-04101-2
Colecção: Alta Tensão

SinopseMakedde Vanderwall é estudante de Psicologia Forense e, nas horas vagas, modelo internacional. Contactada pela agência para realizar alguns trabalhos de moda e relançar a sua carreira, viaja até Sydney, aproveitando a oportunidade para visitar a sua melhor amiga, Catherine Gerber. Mas as passarelas e as intrigas do mundo da moda depressa perdem importância quando Mak tropeça literalmente no corpo mutilado da amiga. Catherine é a mais recente vítima do «assassino dos stilettos», um homicida cruel que sequestra as suas presas e as tortura, para em seguida as matar. Incapaz de se afastar da investigação, Mak ver-se-á enredada num mortífero jogo do gato e do rato, longe de saber que ela própria se tornou na obsessão de um sádico psicopata...



Ponto de Vista: Uma leitura ainda de 2011, mas quando peguei neste livro andava sequiosa de um verdadeiro policial com crimes, descrições macabras, investigações, polícias, assassinos, futuras vítimas, etc, etc…
E decidi investir no único género que me atrai verdadeiramente e que me faz contar as horas para pegar no livro novamente, e posso dizer que desta vez acertei na escolha.

“Como um grande predador, os seus movimentos eram pausados, lentos, sem nada que pudesse alarmar a presa até ao momento do ataque.”

Fetiche conduz-nos para uma história arrepiante que nos dá a conhecer a mente doentia de um sádico psicopata que viola, mutila e mata por puro deleite.

Quando aceita a proposta de uma agência para ir até Sydney, Makedde Vanderwall, uma estudante de Psicologia Forense que tenta ganhar o seu sustento como modelo, só pensa em encontrar a sua melhor amiga Catherine Gerber, mas está longe de imaginar aquilo que realmente a espera. Pois, para seu horror, irá encontrar o corpo de Catherine completamente mutilado em plena sessão fotográfica, algo que tem vindo a ocorrer com alguma frequência.

“Nunca tinha visto um cadáver que parecesse, que cheirasse, tão violentamente, tão horrivelmente a morte como a rapariga que descobrira no dia anterior.”

O choque inicial toma conta de Mak, mas o seu lado policial, tanto pela sua formação como por ser filha de um inspector da polícia, apela por ela acabando por se envolver na investigação mais do que devia…
E a proximidade com Andy Flynn, o responsável pela investigação, não vem ajudar nenhum dos dois, já que este acaba mesmo por ser afastado do caso.
Mas Andy tem um passado obscuro, será ele realmente uma pessoa de confiança?

“No entanto, o assassínio de Catherine Gerber oferecia poucas pistas, mas, em contrapartida, suscitava muitas questões.”

Desafiando o perigo, Mak tenta a todo o custo encontrar pistas que possam levar ao homicida apelidado de «assassino dos stilettos», só que é ela é que está na sua mira como a próxima vítima, a perfeita.
Agora como será ela capaz de fugir das mãos deste assassino cruel e obcecado? E quem será ele, afinal?

“A linha entre pesadelo e realidade tornara-se incrivelmente ténue.”

Esta foi uma leitura compulsiva de três dias, coisa que não é nada normal acontecer-me, tal não foi o envolvimento que senti com a história!...
É certo que as personagens não são isentas de pequenas falhas tanto de personalidade como de atitude, mas conseguiram ser apelativas o suficiente para me deixar com vontade de as conhecer melhor.
Fetiche prende-nos de imediato no suspense inicial de quem poderá ser o serial killer e na sua obsessão, e depois o desespero de Mak em descobrir um culpado e, o caso fortuito com Andy que acaba por dar uma ligeireza à história, completa um enredo com substância, apenas senti que algumas partes ficam soltas apesar de subentendidas, talvez isso se venha a revelar um pouco mais à frente…

Tara Moss é apelidada de Agatha Christie de saltos altos, e na minha opinião acho que lhe assenta muito bem, mesmo sendo Agatha uma autora única e insubstituível na arte de nos enredar e de nos deixar perdidos pelos possíveis culpados do crime, Tara dá-nos uma perspectiva mais crua e directa mas bastante envolvente e com boa argumentação.
Dessa forma, esta foi para mim, uma das melhores leituras de 2011, e apesar de o tema abordado ser de certa forma comum no que diz respeito a policiais, acredito que este não vai desiludir quem é apreciador do género.
Posteriormente, apenas, tal como eu, terá de aguardar pela publicação dos livros seguintes da autora pois a história não termina aqui e o tormento para Mak, ao contrário do que ela esperaria, irá continuar!… 



Em estrelas: -5¸.•☆


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A Biblioteca das Sombras - Mikkel Birkegaard [Opinião]


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de Mikkel Birkegaard   

Edição/reimpressão: Abril de 2011
Editor: Porto Editora
Páginas: 424
ISBN: 978-972-0-04552-2

SinopseNo coração de Copenhaga, a livraria Libri di Luca é mais do que uma simples loja de livros velhos e usados. Quando o proprietário Luca Campelli morre de forma inesperada, o seu filho Jon, um proeminente advogado, ver-se-á envolvido num mistério inquietante.

Jon não planeia trocar a sua carreira pela livraria, mas, após uma tentativa de fogo posto à Libri di Luca, descobre que o pai era o líder de uma sociedade secreta de leitores e amantes de livros, os Lectores, criada para preservar uma tradição oculta que remontava à época do esplendor da Biblioteca de Alexandria. Os Lectores eram pessoas dotadas de um misterioso poder, tão fantástico quanto perigoso, que lhes permitia seduzir o leitor com histórias extraordinárias, evocar mundos imaginados, mas também manipulá-lo e levá-lo a pensar exatamente aquilo que queriam. Quanto mais Jon descobre, mais fica com a certeza de que a morte do pai nada teve de natural. Haverá uma conspiração no seio dos Lectores? Após inúmeras questões que escapam à sua compreensão, o jovem advogado ver-se-á obrigado a investigar as suas raízes para salvar a própria vida.

Uma leitura fascinante e perigosa, repleta de reviravoltas e suspense, que conduzirá o leitor a fronteiras inimagináveis.




Ponto de Vista: Há momentos em que não somos nós que escolhemos as leituras, são os próprios livros que nos chamam, e este foi um deles, logo que o tive em mãos não resisti a começar a folheá-lo, apesar de só agora escrever sobre ele…

Numa leitura sôfrega, foi assim que comecei a envolver-me nesta história envolta em mistério e poderes psíquicos revelados por leitores e leituras, e pelo o feitiço dos livros.


“Quando fechou os olhos, quase conseguiu sentir o odor a pó da loja de alfarrabista e ouvir o silêncio que ressoava pelas estantes como em nenhum outro lugar.”

Em A Biblioteca das Sombras, somos levados até à Libri di Luca e assistimos à morte perturbadora de Luca, e apesar de tudo apontar para uma paragem cardiorrespiratória, nesse mesmo instante desconfiamos de que as coisas não podem ser assim tão óbvias… E, esta morte é apenas o início de algo muito maior.
Jon Campelli é filho de Luca, mas tem uma vida completamente independente de tudo o que envolve o seu pai, é um excelente advogado, e quer manter a distância dos livros e da livraria, que para ele, lhe roubou a atenção de Luca. Mas, apesar da mágoa que guarda dentro de si, a pouco e pouco e na procura de respostas, começa-se a enredar cada vez mais no misterioso mundo dos livros que se mostram estar muito para além da simplicidade do objecto.


“Jon olhou para o livro. Era igual a qualquer outro livro, um monte de páginas com letras e palavras, sem a mais pequena sugestão da vida e da riqueza de cores que acabava de experimentar.”

Pois, o que ele vem a descobrir é que existe uma sociedade secreta milenar, os Lectores, onde um restrito número de pessoas se diferencia pelas suas capacidade psíquicas únicas, já que têm o dom da palavra ou simplesmente da mente, influenciando a leitura e tornando-a tão viva que o leitor passa a fazer parte integrante dela.

“Os textos sem um leitor não podem falar. É necessário que sejam lidos, e então não há dúvida de que falam. Cantam, murmuram, até gritam.”

E à medida que mais personagens se vão juntando à narrativa, e o número de mortes aumenta, tudo se torna cada vez mais inquietante.
Quem está por detrás destas mortes? E, afinal, qual o objectivo?
Numa angústia crescente somos enredados em leituras, intrigas e ambições, e algumas situações inesperadas, que nos levam a visitar Alexandria e muitas das histórias que fazem parte da nossa própria história.

Mikkel Birkegaard, de certa forma, acaba por encontrar a fórmula certa para captar a atenção do leitor, maravilhando-nos com a riqueza das descrições que faz da beleza e da magia dos livros, e a narrativa é feita de uma forma tão visual que praticamente passamos a ver tudo como num filme, mas senti que o enredo às páginas tantas começa a perder um pouco o magnetismo inicial, e o final acaba mesmo por nos deixar um certo vazio.
É certo que, pelo meu cepticismo natural e pelo meu gosto em particular pelo real, não sou por isso a maior adepta do paranormal, e isso poderá ter tido uma certa influência na forma como encarei a história. Mesmo assim, pelo facto de envolver livros e crime, por si só já mereceu as horas que lhe dediquei, e talvez seja uma história para se mostrar em mais capítulos…


“Estavam todos lá, a família Campelli, presentes no pó das prateleiras, na sombra entre as estantes e no ar que só circulava quando a porta da frente era aberta.”

Uma história que poderá ser interessante para quem gosta de um misto de suspense e paranormal, e ao mesmo tempo queira descobrir uma nova perspectiva de encarar o livro e a leitura.

“A literatura tem adquirido um brilho exageradamente romântico nos tempos que correm. Ler tornou-se uma espécie de passatempo para intelectuais. Mas na realidade não é mais do que um meio de distribuir informação, ou até uma forma de entretenimento, mas acima de tudo, é uma forma de transmissão de conhecimento, atitudes e opiniões.”



Em estrelas: -4¸.•☆


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Porto Editora - Novidades de Maio [2011]*


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Sinopse «Toda a gente mente. Os polícias mentem. Os advogados mentem. As testemunhas mentem. As vítimas mentem. Um julgamento é um concurso de mentiras.»

Após um interregno de dois anos, Michael Haller regressa à barra dos tribunais. O seu colega Jerry Vincent foi assassinado e Haller herda o seu maior caso de sempre: a defesa de um famoso produtor de Hollywood, acusado de ter matado a mulher e o amante desta. Enquanto se prepara para o julgamento que o poderá levar à ribalta, Haller descobre que o assassino de Vincent está agora no seu encalço. É então que surge Harry Bosch, um detective da polícia disposto a tudo para resolver o caso de Vincent, e que não hesita em usar Haller como isco. À medida que o perigo aumenta, estes dois lobos solitários rapidamente percebem que a única saída é trabalharem em equipa.

O Veredicto foi considerado pela crítica internacional um dos romances mais marcantes de Michael Connelly, um dos maiores mestres de thrillers jurídicos da actualidade.
Título: O Veredicto
Autor: Michael Connelly
Coleção: Alta Tensão
ISBN: 978-972-0-04330-6
Preço: 16,60 €
Págs.: 416
Género: Policial

Primeiras páginas: aqui

«Connelly é célebre pelas personagens que cria e pelo talento com que reproduz o ambiente sonoro e visual de Los Angeles. Um livro essencial para os leitores; um livro excelente para quem o quer conhecer.» | Booklist

*Disponível a partir de 2 de Junho.


Considerado um dos maiores escritores do thriller americano da atualidade e sucessor de Raymond Chandler, Michael Connelly apresenta-nos O Veredicto, um livro entusiasmante e realista, com detalhes por vezes assustadores sobre a justiça e os tribunais em Los Angeles.



Sinopse Gudlaugur, o velho porteiro de um dos mais famosos hotéis de Reiquiavique, é encontrado seminu e apunhalado no seu miserável quarto na cave do hotel. Mas Gudlaugur é muito mais do que um simples porteiro que também se disfarça de Pai Natal para as festas das crianças - ele é um completo mistério. Ao fim de vinte anos a trabalhar no hotel, ninguém parece conhecê-lo verdadeiramente. À medida que a investigação prossegue, uma teia de más intenções, avidez e corrupção começa a emergir. Toda a gente - entre funcionários e hóspedes - tem algo a esconder. Mas o segredo mais chocante reside no passado da vítima, no qual o inspector Erlendur tem de mergulhar para encontrar o assassino.

Um romance tenso, com uma atmosfera perturbante, pela mão de um dos melhores escritores de policiais da Europa.
Título: A Voz
Autor: A Voz
ISBN: 978-972-0-04544-7
Preço: 16,60 €
Págs.: 304
Género: Ficção

Primeiras páginas: aqui

«Arnaldur Indriđason escreve romances que é impossível abandonar antes da última página. É a grande voz literária das terras frias do Norte.» | Luis Sepúlveda



Este autor islandês, considerado já uma das grandes vozes da literatura escandinava, tem vindo a cativar leitores de todo o mundo, especialmente os apreciadores do policial nórdico, e a sua obra foi agraciada com vários prémios, como o CWA Gold Dagger e o Prémio Chave de Vidro. A Voz, um romance tenso passado num hotel no centro de Reiquiavique, é o primeiro livro de Indriđason a integrar o catálogo da Porto Editora.



Sinopse 1953, Isabel II é coroada. A comunidade inglesa em Hong Kong reúne-se para celebrar o acontecimento. Para Joy, trata-se apenas de mais uma reunião enfadonha, idêntica a tantas outras. Mas a sua vida transformar-se-á nessa mesma noite ao conhecer o jovem oficial da Marinha Edward Ballantyne. A impulsiva proposta de casamento após um breve encontro parece ser a resposta a todos os desejos de Joy.

Mais de quarenta anos volvidos, Joy e Edward vivem na Irlanda e a sua relação com Kate, a filha, e Sabine, a neta de dezasseis anos, é distante e fria. Em Londres, Kate tenta resolver mais uma das suas inúmeras crises amorosas e, numa tentativa de proteger Sabine, decide que ela vá passar umas férias com os avós.

Para surpresa geral, Sabine parece adaptar-se bem à vida no campo e ao difícil temperamento da avó. Até que o súbito agravamento do estado de saúde de Edward obriga Kate a um inesperado regresso à casa de família, reabrindo as velhas feridas que a separam de Joy. Que segredos afastam mãe e filha? Poderá Sabine unir duas gerações tão diferentes, ou cairá também ela no silêncio que as separa?

Título: Retrato de Família
Autor: Jojo Moyes
ISBN: 978-972-0-04195-1
Preço: 16,60
Págs.: 416
Género: Romance

Primeiras páginas: aqui

«Uma agradável leitura sobre o amor, o sentido do dever e os segredos de família.» | Heat Magazine

Jojo Moyes é também autora de Silver Bay – A Baía do Desejo e Um violino na Noite, ambos publicados pela Porto Editora.

"Banda Sonora para um regresso a casa" - Convite para Lançamento [Porto Editora]


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Porto Editora - Novidades de Abril [2011]*


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Sinopse Chegada de uma pequena aldeia do interior à movimentada Seul, Park So-nyo, de sessenta e nove anos, é separada do marido pela multidão, numa estação de metro, e desaparece sem deixar rasto. A família inicia então uma busca frenética e desesperada por toda a cidade. Enquanto discutem sobre a recompensa a oferecer a quem a encontrar, apercebem-se de que não possuem uma fotografia recente dela. Mas logo emerge uma questão muito mais importante: até que ponto conhecem essa mulher a quem chamam “mãe”?
Narrado por quatro vozes distintas (a filha, uma escritora que se interroga pela primeira vez se a mãe seria feliz; o filho, que teme não ter correspondido às suas expectativas; o marido, que se culpa por a ter deixado para trás; e, num final tocante, a própria mãe, uma mulher com segredos e desejos ocultos), Por Favor Cuida da Mamã é uma poderosa evocação da vida familiar e da fragilidade dos seus laços, um retrato da sociedade coreana contemporânea e uma história universal do amor que une uma família.
 Título: Por Favor Cuida da Mamã
Autor: Shin Kyung-sook
ISBN: 978-972-0-04328-3
Preço: 16,60 €
Págs.: 224
Género: Ficção

Primeiras páginas: aqui

«Acompanhamos esta família desde as primeiras páginas e nunca mais a deixamos. Ou antes, ela nunca mais nos deixa. Brilhantemente estruturado, cheio de segredos e revelações, Por Favor Cuida da Mamã é uma leitura poderosa e inesquecível.» | Edwidge Danticat, autora de Breath, Eyes, Memory e Brother, I’m Dying



Kyung-sook Shin apresenta-nos a história de uma família igual a tantas outras e associa um drama pessoal ao retrato de uma sociedade. Neste romance envolvente, a descrição dos sons, dos cheiros e dos próprios
sabores permite-nos conhecer a atual Coreia do Sul e a sua cultura, de que tão pouco ouvimos falar.
A autora já escreveu outros livros, mas nenhum atingiu este sucesso: mais de 1 milhão e 500 mil exemplares vendidos na Coreia do Sul e traduzido para 23 países. O interesse foi tal que a autora foi convidada para uma digressão europeia, organizada em conjunto pelas suas diversas editoras.
Por cá, esperamo-la ansiosamente a 21 de Maio, em Lisboa, dia em que começa a sua digressão.



Sinopse No coração de Copenhaga, a livraria Libri di Luca é mais do que uma simples loja de livros velhos e usados. Quando o proprietário Luca Campelli morre de forma inesperada, o seu filho Jon, um proeminente advogado, ver-se-á envolvido num mistério inquietante.
Jon não planeia trocar a sua carreira pela livraria, mas, após uma tentativa de fogo posto à Libri di Luca, descobre que o pai era o líder de uma sociedade secreta de leitores e amantes de livros, os Lectores, criada para preservar uma tradição oculta que remontava à época do esplendor da Biblioteca de Alexandria. Os Lectores eram pessoas dotadas de um misterioso poder, tão fantástico quanto perigoso, que lhes permitia seduzir o leitor com histórias extraordinárias, evocar mundos imaginados, mas também manipulá-lo e levá-lo a pensar exatamente aquilo que queriam. Quanto mais Jon descobre, mais fica com a certeza de que a morte do pai nada teve de natural. Haverá uma conspiração no seio dos Lectores? Após inúmeras questões que escapam à sua compreensão, o jovem advogado ver-se-á obrigado a investigar as suas raízes para salvar a própria vida.

Uma leitura fascinante e perigosa, repleta de reviravoltas e suspense, que conduzirá o leitor a fronteiras inimagináveis.
 Título: A Biblioteca das Sombras
Autor: Mikkel Birkegaard
ISBN: 978-972-0-04552-2
Preço: 17,50 €
Págs.: 424
Género: Thriller

Primeiras páginas: aqui

«Um romance que provoca um medo delicioso. Doravante devemos mostrar mais respeito para com os livros, ou eles poderão vingar-se.» | Livres Hebdo



A Biblioteca das Sombras é um fascinante thriller literário, repleto de reviravoltas e suspense, que dá a conhecer ao leitor uma nova imagem da capital dinamarquesa e o conduz a fronteiras inimagináveis.



Sinopse O casamento de Cressida Forrest ia ser perfeito. Com o seu aspeto esbelto e inocente, Cressida daria a mais bela das noivas, e Oliver Bergin, um jovem médico em ascensão, o noivo ideal. Com tudo preparado para o seu dia de sonho, Cressida deitou-se serena e feliz. Mas, na manhã seguinte, tinha fugido - sem causa aparente e sem deixar rasto. E o pesadelo começou...
Chocadas, preocupadas e atónitas, as duas famílias enfrentam um longo e doloroso dia de revelações, à medida que uma complexa e frágil teia de segredos sexuais, conjugais e financeiros vão sendo conhecidos como consequência do desaparecimento de Cressida.
Por que razão abandonou ela tudo e todos? Para onde foi e o que teria a esconder? E se não era a pessoa perfeita que todos julgavam, então quem era verdadeiramente?
Título: Uma Mulher Diferente
Autor: Penny Vincenzi
ISBN: 978-972-0-04508-9
Preço: 17,60
Págs.: 544
Género: Romance

Primeiras páginas: aqui

«Escolha um local confortável para estar durante horas… assim quecomeçar a ler, não vai querer sair do lugar…verdadeiramente empolgante.» | Heat

Da mesma autora de Cruel Abandono e O Jogo do Acaso, Uma mulher diferente é um romance surpreendente e repleto de momentos inesperados.



Sinopse Os vegetarianos e os nudistas. Os cães e os escritores vivos. Os telefones, o silicone e o socialismo. As raparigas demasiado magras. O Benfica. As mulheres infiéis. O cinema fantástico, os anos 80 e a bem-aventurança em geral. Joel Neto parece colecionar inimigos ao mesmo ritmo a que vai escrevendo. E, no entanto, garante que tem coração - e que, no limite, até é capaz de comover-se. Neste volume reúnem-se as obsessões e os ódios, os delírios e os afetos daquele que é, hoje, um dos principais cronistas portugueses. Um livro que se lê como quem ouve um disco. A caminho de casa.

«Um casamento pode sobreviver a um homem infiel e pode sobreviver a uma mulher infiel também. Coisa diferente é o amor. Um homem pode ser infiel à sua mulher e, no entanto, amá-la eterna e incondicionalmente. Uma mulher infiel já não ama o seu marido.»

«Para que serve um cão? Para que serve um bicho completamente estúpido, tantas vezes agressivo, que cheira mal, que ladra alto, que nos rouba duas horas por dia só por causa do cocó - e que, além de tudo, volta e meia está obstipado, fazendo-nos andar, não duas, mas quatro horas a subir e a descer a rua com um saquinho de plástico na mão?»

«Já não gosto de futebol. Deste futebol. O meu futebol é o futebol dos golos de bandeira e dos penáltis roubados, dos copos pela noite dentro e das zaragatas à segunda-feira de manhã. No meu futebol, vivem-se a mais delirante euforia e a mais miserável angústia. Vivem-se o ódio e o amor em doses iguais - e, quando alguém nos pergunta se é loucura o que isso é, nós erguemos bem alto o copo, citamos Goethe (não citamos nada) e bebemos a Bruno Paixão.»
 
Título: Banda Sonora para um Regresso a Casa
Autor: Joel Neto
ISBN: 978-972-0-04329-0
Preço: 13,50 €
Págs.: 152
Género: Não-Ficção

Primeiras páginas: aqui

*Disponível a partir de 14 de Abril. 



O estilo direto e, por vezes, politicamente incorreto de Joel Neto evidencia-se nesta Banda Sonora para um Regresso a Casa, uma seleção das suas melhores crónicas, muitas das quais publicadas na coluna Muito Bons Somos Nós, distribuída com os jornais Diário de Notícias e Jornal de Notícias.


A apresentação oficial deste livro vai ter lugar no evento LeV – Literatura em Viagem, em Matosinhos, no dia 16 de Abril, pelas 16h45. Posteriormente serão feitas novas sessões em Lisboa e em Angra do Heroísmo.

"Vento Suão" - Convite para Lançamento [Porto Editora]


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Porto Editora - Novidades de Março [2011]*


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Sinopse Ela tinha uma vida, um marido, um lar.
O que a fez abandonar o seu mundo?
Edith Lutz, Agnes Morales, ou Agnes McBride... da Escócia, de Nova Iorque, da América do Sul, ou de Londres... mulher de um académico, dactilógrafa, rececionista, ou governanta... passou grande parte da vida a reinventar-se num esforço para evitar o passado.
Com uma nova identidade e uma nova imagem, Edith aceita um emprego como governanta na casa do editor de sucesso Adam Davenport, recém-divorciado e pai de dois filhos adolescentes, com o intuito de levar uma vida despercebida. Porém, contra todas as suas expectativas, a relação com Adam torna-se algo mais íntimo, e ela ousa sonhar com um futuro tranquilo.
Mas o passado de Edith está no seu encalço e poderá bater-lhe à porta a qualquer momento...
Em Uma Mulher em Fuga, seu primeiro romance, Marion McGilvary, envolve-nos numa história de amor que é também uma história de traição - e de segredos fechados a sete chaves.
    
Título: Uma Mulher em Fuga
Autor: Marion McGilvary
ISBN: 978-972-0-04505-8
Preço: 16,60
Págs.: 320
Género: Romance

«A personagem de Agnes é complexa – imperfeita, real, dura –, no entanto, McGilvary escreve com uma mestria que nos cativa da primeira à última página.» | Daily Record

*Reedição, disponível a partir de 31 de Março.


 Uma mulher em fuga conta a história de Edith Lutz, uma mulher que, apesar de ter mantido secreta a sua identidade e iniciado uma nova vida, está sempre a ser perseguida pelo seu passado.



Sinopse Em 2004, com a morte da mulher, Iván, um aspirante a escritor, relembra um episódio que lhe aconteceu em 1977, quando conheceu um homem enigmático que passeava pela praia acompanhado de dois galgos russos. Após vários encontros, «o homem que gostava de cães» começou a confidenciar-lhe relatos singulares sobre o assassino de Trótski, Ramón Mercader, de quem conhecia pormenores muito íntimos. Graças a essas confidências, Iván irá reconstituir a trajetória de Liev Davídovitch Bronstein, mais conhecido por Trótski, e de Ramón Mercader, e de como se tornaram em vítima e verdugo de um dos crimes mais reveladores do século XX.

Através de uma escrita poderosa sobre duas testemunhas ambíguas e convincentes, Leonardo Padura traça um retrato histórico das consequências da mentira ideológica e do seu poder destrutivo sobre a utopia mais importante do século XX.
 
Título: O Homem que gostava de cães
Autor: Leonardo Padura
ISBN: 978-972-0-04550-8
Preço: 19,90 €
Págs.: 624
Género: Ficção

«Um grande romance, o mais poderoso do autor, crítico sem fanatismo, de grande densidade humana e de uma intensa dinâmica narrativa.» | La Vanguardia

*Disponível a partir de 4 de Abril. 


O Homem que Gostava de Cães é considerado um dos melhores romances do autor cubano. Nele é contado o longo caminho que levou Ramón Mercader ao assassinato de Trótski.

Leonardo Padura vai estar em Portugal para apresentar o seu livro e participar no evento Literatura em Viagem, que começa a 16 de abril, em Matosinhos.

Patagónia Express - Luis Sepúlveda [Opinião]


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Patagónia Express
de Luis Sepúlveda 

Edição/reimpressão: Janeiro de 2011
Editor: Porto Editora
Páginas: 160
ISBN: 978-972-0-04090-9

SinopseHomenagem a um comboio que já não existe, mas que continua a viajar na memória dos homens e mulheres da Patagónia, estes «apontamentos de viagem» - como lhes chamou Luis Sepúlveda - tornaram-se um dos livros de referência do grande autor chileno.
Desde os seus primeiros passos na militância política, que o levaram à prisão e depois ao exílio em diferentes países da América do Sul, até ao reencontro feliz, anos depois, com a Patagónia e a Terra do Fogo, é uma longa viagem (e uma longa memória) aquela que Luis Sepúlveda nos propõe neste seu livro.
Ao longo dele, confrontamo-nos com uma extensa galeria de personagens inesquecíveis e com um conjunto de histórias magníficas, daquelas que só um grande escritor é capaz de arrancar aos labirintos da vida.




Ponto de Vista:
“Quando mais tarde li a obra, por um lado aumentou o meu carinho e admiração pelo escritor asturiano, e por outro, aprendi que é impossível evitar a despedida de certos textos, por muito que uma pessoa goste deles e veja neles uma parte fundamental da sua intimidade.”

Luis Sepúlveda é autor de pequenas histórias que se tornam em grandes livros. Eu, pessoalmente, ainda só tinha tido oportunidade de ler História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar, e apesar de já ter sido há uns bons anos, é um livro que guardo com carinho, não só por me ter sido oferecido em absoluta surpresa por uma pessoa muito especial, mas também porque encerra em si uma grande lição de vida e humanidade.

Em Patagónia Express isso acaba, de certa forma, por se repetir mais uma vez, mostrando que a essência das histórias deste autor passa pela simplicidade das palavras que tornam tudo tão verdadeiro e profundo.

“Intitulei-o «Patagónia Express», como uma homenagem a um caminho-de-ferro que, embora já não exista, pois a poesia declara-se pouco rentável nos nossos dias, continua a viajar na memória dos homens e mulheres da Patagónia.”

Toda a história começa com duas promessas do autor feitas ao seu Avô: ler o livro intitulado de Assim Foi Temperado o Aço de Nicolai Ostrovsky, que o levará a fazer uma viagem a lugar nenhum, e a fazer uma verdadeira viagem até Martos.
E, é entre estas duas viagens que percorremos parte da própria vida do autor e de todo o seu percurso académico, militar e político, que o levaram ao exílio durante nove anos por vários países da América do Sul, até descobrir as gentes da Patagónia – a Terra do Fogo, os seus costumes e vivências, uma terra onde se mente para se ser feliz, mas sem nunca confundir a mentira com o engano.
São muitas as vidas retratadas, de pessoas que se cruzam no caminho do autor e que o fazem crescer como ser humano.

“(…)como foram bons aqueles dias suspensos de um salário que não chegava, sob as pás de uma ventoinha que não produzia qualquer brisa, mas partilhados com mulheres e homens de grande nobreza que me ofereceram o melhor de si mesmos.”

Por fim, encontramos a última das quatro partes em que o livro está dividido e que está reservada aos Apontamentos de Chegada à sua última promessa – Martos, é aqui, num género de epílogo, que o autor encontrará o reconforto das suas raízes e a nostalgia da lembrança presente do seu Avô.

É certo que me perdi pela imensidão de personagens e idas e voltas que encontrei neste livro, mas o mais importante é que encontramos aqui apontamentos de uma vida vivida com objectivo, onde conhecemos parte do mundo, aquele mundo que podemos descobrir com os olhos e o que podemos sentir com o coração.

“A conversa com os amigos confirmou-me mais uma vez que uma pessoa é de onde melhor se sente.”


Em estrelas: +3{

Uma Questão de Consciência - Ian Rankin [Opinião]


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Uma Questão de Consciência
de Ian Rankin

Edição/reimpressão: Outubro de 2010
Editor: Porto Editora
Páginas: 432
ISBN: 9789720045430
Colecção: Literatura Estrangeira

SinopseNinguém gosta do departamento de assuntos internos da polícia - o «Lado Negro», como é conhecido no meio -, onde polícias investigam outros polícias. É aí que trabalha o inspector Malcolm Fox, numa secção responsável pelos casos mais graves de racismo e corrupção. Enquanto a sua carreira vai de vento em popa, com mais uma investigação bem-sucedida e mais um polícia corrupto desmascarado, a sua vida pessoal deixa muito a desejar. Atormentado entre a culpa de ter internado o pai num lar e a impotência que sente face à situação da irmã, vítima de abusos constantes por parte do homem com quem vive, é-lhe atribuída uma nova missão: aproximar-se de Jamie Breck, um detective suspeito de estar envolvido numa rede de pedofilia, sem que até agora tenha sido possível reunir provas para o acusar. Mas, à medida que Fox se envolve no caso, crescem as suspeitas de que as coisas não são tão lineares como o fizeram crer, e as dúvidas instalam-se, sobretudo quando um terrível homicídio ameaça destruir o frágil equilíbrio entre a sua vida profissional e familiar.



Ponto de Vista: Como me perco por policiais este foi mais um a juntar a todos os que já li e neste caso foi mesmo a sinopse que me fez aventurar nesta leitura, para além de “voltar à Escócia” (país que ambiciono conhecer) pelas mãos do autor Ian Rankin.
Mas ao contrário do que eu esperava, a sinopse mostrou-me uma história que no final se veio a revelar um pouco diferente…

Uma Questão de Consciência é um policial em todos os sentidos da palavra porque a história centra-se na própria polícia assim como em questões de suborno, passando por interesses pessoais e mostrando que nem aqueles que defendem a lei são incorruptíveis, a partir daqui todo o enredo passará por muitos mal-entendidos, por se trilhar um caminho onde ninguém é de confiança, e por pôr à prova o valor da amizade e do companheirismo entre colegas de trabalho. 

“Haveria sempre gente pronta a meter ao bolso um maço de notas em troca de um favor. Haveria sempre gente a aproveitar-se do sistema e a chupar até ao último centavo. Certas pessoas, muitas, continuariam a safar-se incólumes.”

Nesta história, encontramos Malcolm Fox, um inspector do Departamento de Queixas e Condutas – a quem compete investigar casos que envolvam a própria polícia, na casa dos quarenta anos e com uma história de vida semelhante à de muitos outros polícias, divorciado e a viver praticamente só para o trabalho.

“As Queixas eram para os carrancudos, os esquisitos, os policias que jamais se safariam como verdadeiros detectives.”

Apesar disso, a sua vida profissional é pautada pelo sucesso, pois está prestes a concluir mais um caso, e já outro o aguarda, mas desta vez envolve um jovem detective – Jamie Breck, com uma carreira bastante promissora mas que ao que tudo indica está envolvido numa rede de pedofilia.

“Era a passada de um jovem, decidida e forte, como se o futuro comportasse um destino evidente.”

E é quando Malcolm se começa a envolver nesta nova investigação, que de repente se vê atingido por uma série de coincidências da vida que envolvem a sua própria família, mais particularmente a sua irmã Jude, que sofre maus tratos por parte do seu companheiro. Mas no meio da sua angústia por não saber o que fazer para ajudar a sua irmã, surge a notícia de que Vince Faulkner, o companheiro desta, apareceu brutalmente assassinado, e quem ficará responsável pela investigação desta morte será Jamie, sendo a aproximação entre os dois polícias quase inevitável.

“De tudo o que tinha para fazer, de todos os casos com que tinha de lidar, aqueles que os polícias mais odiavam era os de violência doméstica. Odiavam-nos pois raramente produziam um desfecho feliz, e pouco ou nada podiam fazer no sentido de melhorar ou aliviar a situação.”

De um momento para o outro, Malcolm e Jamie vêem-se afastados do seu trabalho por motivos pouco aparentes, e decidem avançar com uma investigação por conta própria, para descobrir o que se está a passar e para poderem repor a justiça, gerando-se aqui, para além da parceria, uma grande amizade.

“Uma equipa raramente era uma equipa. Havia sempre o antagonista, a voz discordante, o agitador. Ou era castrado ou arranjava-se maneira de o mudar de poiso.”

O assassinato de Vince esconde muitas outras coisas e envolve interesses que chegam até aos corredores da polícia, e só à custa dos verdadeiros amigos e da honestidade de algumas pessoas, é que se conseguirá chegar à verdade.

“A polícia consistia numa série de mecanismos interligados, sendo que qualquer um deles podia ser subornado, ou acabar por se desalinhar, ou precisar de conserto…”

Ian Rankin não procurou valorizar as questões mais pessoais de cada personagem, cingindo-se apenas à investigação de todo o caso, mas mesmo assim é fácil simpatizar com Malcolm e Jamie, que pela diferença de idades e crescimento pessoal conseguem unir forças num objectivo comum, mostrando que as opiniões que temos uns dos outros têm de ser construídas por nós e não por terceiros.
Só é pena o autor não ter explorado mais certas situações, como a violência doméstica, ou a impossibilidade de tomar conta dos nossos pais com o avançar da idade, ou mesmo o envolvimento pessoal no local de trabalho, que surgem na sinopse e que depois acabam por ter pouco destaque na narrativa, o que de certa forma empobreceu um pouco a história.


Em estrelas: 3{

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