Passatempos:

Uma imagem... Mil palavras...


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- Fonte desconhecida -

Estudantes recolhem livros para jovens...


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A Associação Académica de Coimbra (AAC) começou a promover desde o dia 7 de Outubro uma recolha de livros para crianças e jovens dos seis aos 20 anos, que passa, essencialmente, por romances, históricos, ficção e outros géneros literários (excluindo os manuais escolares) com o objectivo de estimular a leitura nessas idades e, posteriormente, a entrega dos livros será feita a 8 de Novembro.

A recolha passa pelos núcleos de estudantes dos departamentos da Universidade de Coimbra (até 19 de Outubro) e na recepção do edifício da AAC (até 27 de Outubro) e reverte para as crianças e jovens da Comunidade São Francisco de Assis. “Trabalhamos com várias instituições mas optámos por esta porque abrange todas as idades, desde a infância até aos 20 anos”, justifica a coordenadora-geral do pelouro da Intervenção Cívica da Direcção-Geral da AAC, Patrícia Damas.

A 8 de Novembro, Patrícia Damas afirma que a AAC vai passar uma tarde com as crianças e jovens da Comunidade São Francisco de Assis para lhes entregar os livros recolhidos.

Quem estiver por perto, não deixe de participar! É uma forma de ajudar a mudar mentalidades...

Fonte: A Informação

A Rosa Rebelde - Janet Paisley [Opinião]


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A Rosa Rebelde
de Janet Paisley
«Um romance histórico empolgante e poderoso com uma heroína bela e enérgica.» | Financial Times

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 384
Editor: Bizâncio
ISBN: 9789725304211
Colecção: Ilhas Encantadas

SinopseNuma época em que a guerra civil dividia a nação, Anne acreditou que podia bater-se com os melhores guerreiros. Pela espada. Por convicção. Por paixão. A Rosa Rebelde conta-nos a fascinante e turbulenta história de uma notável figura histórica, Lady MacIntosh, que ficou conhecida como coronela Anne. Foi uma heroína das Terras Altas da Escócia, uma encantadora rebelde, uma Braveheart que arriscou tudo, incluindo a sua vida, por amor ao seu país e ao seu rei. Fruto de uma cuidada investigação histórica, e com notável mestria, Janet Paisley criou uma extraordinária história de amor, conflito, lealdade e traição que se lê compulsivamente. Uma sensual aventura histórica, repleta de emoção, protagonizada por uma heroína apaixonada e irresistível.


Ponto de Vista: Bom, este livro é especial, para mim, em muitos sentidos!... Por ter sido o primeiro livro sorteado no Clorofórmio do Espírito, por ter uma capa lindíssima e cheia de significado e, por conter em si a história de uma mulher magnifica, com uma coragem que se sobrepôs à de muitos homens e que amou com a mesma intensidade um país, uma causa, uma família, um homem...

“Homens e mulheres fazem a história juntos, cooperando entre si para manter a sociedade que criam, seja ela qual for.”

A história da Coronela Anne Farquharson é baseada numa pesquisa histórica bem construída pela autora, e a escrita é tão fiel que muitas vezes acreditamos estar a viver tudo com a mesma intensidade dos personagens.
O livro retrata um período da história da Escócia em que a guerra civil britânica dividiu um povo, mostrando costumes e formas de pensar e viver que se afastavam por completo da maioria dos países da Europa, para mim mostrou-me e deu-me a conhecer algo que desconhecia por completo, e fez-me sentir até uma pontada de inveja pela evolução de mentalidades e, principalmente, pela forma como as mulheres eram vistas no século XVIII.

Nas Terras Altas da Escócia a sociedade construía-se por meio de Clãs (e muitas vezes me senti perdida entre eles), Anne filha de um chefe, nasce rebelde e assim permanece durante toda a sua existência, é uma jovem com uma beleza invulgar e com um carácter peculiar, e apesar de sentir um carinho muito especial por Alexander MacGillivray, amigo de toda a vida, casa com Anneas McIntosh, também ele chefe de um Clã e, é a partir deste momento que se sente a mudança na história.
O que une Anne e Anneas é um amor inquieto e fogoso, separado pela guerra entre a União e a Liberdade.

“O que os unia parecia duro como ferro, incontornável, soldado pela fúria.”

Para proteger o seu clã, Anneas vê-se obrigado a aceitar comandar as tropas pela União com a Inglaterra, e Anne ao se sentir preterida por ele não ter escutado a sua opinião (já que as mulheres tinham muitas vezes a última palavra) e sem entender o porquê de tal atitude, junta os clãs com a ajuda de MacGillivray e segue em luta pela liberdade do seu país e contra o seu marido. O amor é posto em causa e a amizade, essa prevalece até depois da morte.
São muitas as personagens que fazem esta história, e todas elas cruciais para justificar motivações e entender a diferença que existe em cada um.

É uma história feita de mal-entendidos, de muita dor e perda, há momentos em que nos sentimos angustiados e mesmo agoniados pela forma tão crua como tudo é descrito, sentimos a tristeza que nos invade em muitas páginas, mas também sentimos um arrepio na pele quando surge o desejo e a paixão vividos com extrema intensidade.
Não existem palavras suficientes para descrever este livro, esta história que nos marca profundamente, que nos mostra o quanto as mentalidades são retrógradas e mesquinhas e, nos faz entender que o amor só pode ser construído pelo respeito e pela liberdade de cada um.
Numa palavra: MARAVILHOSO!

Em estrelas: 5¸.•☆


Para saber um pouco mais sobre a Escócia:

O Livro Inacabado de Dickens - Matthew Pearl


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O Livro Inacabado de Dickens
de Matthew Pearl

Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 382
Editor: Editora Planeta
ISBN: 9789896570859

SinopseQuando morreu, em 1870, Charles Dickens estava a escrever O Mistério de Edwin Drood, um romance policial, novidade na altura, a pedido do seu amigo Wilkie Collins. Com 6 capítulos finalizados, a história ia apenas a meio. Como quereria Dickens terminá-la ninguém sabe, embora muito se tenha especulado desde então.

Em O Livro Inacabado de Dickens, Matthew Pearl parte deste acontecimento inesperado para recriar a Londres vitoriana, com capas e bengalas e candeeiros a gás, para mergulhar nos antros de ópio da cidade londrina, para desmontar a pirataria e a rivalidade literária entre Boston e Londres e para rever toda a obra do grande romancista inglês. Tudo isto ganha vida no romance de Matthew Pearl.

Fazendo uso de flashbacks, o autor vai intercalando figuras históricas, como Osgoog, editor da Fields & Osgood, com personagens ficcionadas, factos reais com situações imaginadas, muita intriga, homicídios, reviravoltas inesperadas e até um louco que diz que se chama Dick Datchery, uma personagem do romance incompleto de Dickens.




Ponto de Vista: Assim que li a sinopse deste livro senti logo uma grande vontade de o comprar, e por isso, posso dizer que a compra foi muito desejada e quase imediata.

A história é baseada, realmente, no último conto de Charles Dickens reconstruindo a partir de factos históricos os últimos anos de vida do autor e tudo o que envolveu “O Mistério de Edwin Drood”.
Matthew Pearl destaca o tema do ópio e todo o mundo que o envolvia na altura, mostrando já como a sociedade sucumbia ao seu poder.

“Nós não somos devoradores de ópio; os opiáceos é que são devoradores de homens.”

E ao mesmo tempo, descreve o crescente mundo das editoras e dos direitos de autor, que na altura não eram muito bem vistos porque tiravam, em parte, o domínio, pela editora, de uma obra.

“O nome do editor será muito mais importante do que o de qualquer autor e a nossa tarefa será misturar as tintas de um livro tal como os produtos químicos de um farmacêutico.”

São várias as personagens que podemos encontrar nesta história, algumas que mostram algum sentido para o enredo, outras que acabam por se perder no meio da narrativa. Quem desempenha um papel fulcral é James R. Osgood, sócio de uma editora íntegra que estima os seus autores e funcionários, e que se vê envolvido, juntamente com a sua guarda-livros Rebecca, no submundo do ópio para encontrar as últimas páginas da história de Dickens. Nesta aventura vão encontrar poucos amigos e demasiados inimigos, mostrando que valores como a honestidade e a amizade, muitas vezes, podem trazer demasiados danos para a vida de alguém, mas que também podem ser o único meio de sobrevivência.

“…os livros eram os seus companheiros, o sustento que alimentava a sua mente.”

Após ter terminado a minha leitura anterior, comecei logo a ler este livro porque a curiosidade era imensa, mas não sei se foi de mim ou se foi mesmo da história que não me cativou logo de imediato, e as primeiras páginas foram difíceis.
Achei o início um pouco confuso, com muitas personagens, e várias passagens que me acabaram por confundir, o que me fez abrandar na leitura por diversas vezes, e só na penúltima parte do livro senti algum entusiasmo.
Sinceramente, esperava muito mais do autor e, principalmente, da própria história por se basear na vida de Charles Dickens criador de personagens como Oliver Twist, que faz parte da nossa infância e que permanece “vivo” até aos dias de hoje.

Em estrelas: 2*

Para saber um pouco mais da vida de Charles Dickens:

Uma frase... Mil sentidos...


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"O livro é um mudo que fala,
um surdo que responde,
um cego que guia, um morto que vive."
- António Vieira -

Uma imagem... Mil palavras...


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- Fonte desconhecida -

Uma frase... Mil sentidos...


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"O livro é
fonte para a sede, almofada para o cansaço,
peneira serena para a alegria louca,
lenço para as lágrimas e consolo para a dor."
- Anónimo -

Uma frase... Uma imagem...


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- Fonte desconhecida -

Compras do mês de Setembro...


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Este mês as compras foram partilhadas, já que os euros começam a encurtar rapidamente e as leituras também chegam com mais frequência a outros membros da casa, para minha satisfação.
E entre leilões e promoções, aqui ficam os que já fazem parte da minha prateleira:


E para aumentar a minha colecção da Nora Roberts:




Para o próximo mês, espero haver mais.

There Was a Story - Revista online de e... sobre Livros!


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Aqui está mais uma grande iniciativa – uma revista online gratuita sobre livros, com sugestões e críticas sobre o que mais se lê.
Mas para mim, o que mais importa destacar é a oportunidade que os escritores desconhecidos têm de ver, pelo menos de alguma forma, algo seu publicado. Não há propriamente um prémio, mas para quem gosta de escrever acho que isso é apenas um acréscimo.
Os textos podem ir até 5 páginas de Word (tipo de letra Calibri, tamanho 11) e o tema proposto é o Regresso, o resto fica ao critério de quem escreve. O envio dos textos deve ser até dia 17 de Outubro para therewasastory@hotmail.com. Participem!
E não deixem de dar uma vista de olhos nesta que já é a segunda edição de  
"There Was a Story".

Conto por Conto


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Aqui está uma das coisas que me dá muita satisfação anunciar no meu blogue, ou seja, mais uma iniciativa para dar asas à imaginação, e desta vez proporcionada pela Editora Alfarroba.

Há a história do gato, do tio, da avó. A história da vizinha, da escola, do autocarro.

Todos os dias há histórias. As que nos acontecem e aconteceram. As que contamos aos nossos amigos e as que fazem apenas sentido lembrar.

E depois há as outras. As que deviam ou podiam ter acontecido. Mas apenas fazem eco nas nossas cabeças, brincando connosco.

Todas estas pequenas histórias merecem ser contadas. Ponto por ponto, conto por conto.

Por isso até 15 Dezembro 2010, ponham os dedos a mexer, escrevam e enviem a vossa história.

Os 5 melhores serão editados num livro.

Para detalhes, informações e regulamento:

e-mail: geral@alfarroba.com.pt
telefone: 210 998 223


Para além desta iniciativa, esta recente editora também está aberta a novos autores, assim se têm algumas folhas guardadas numa gaveta, se calhar, pode estar aqui a oportunidade de elas ganharem vida e forma numa prateleira, não desistam!...

Ver como aqui.

Agatha Christie (1890-1976)


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"Eu gosto de viver. Já me senti ferozmente, desesperadamente, agudamente feliz, dilacerada pelo sofrimento, mas diante disso tudo ainda sei, com absoluta certeza, que estar viva é uma coisa grandiosa."

(Agatha Christie)




Agatha May Clarissa Mallowan nasceu a 15 de Setembro de 1890 em Torquay - Inglaterra e faleceu a 12 de Janeiro de 1976 na sua casa em Wallingford de causas naturais, mas o nome pelo o qual todos nós a conhecemos é Agatha Christie, uma pioneira no romance policial britânico e autora de várias dezenas de livros, sendo dos mais traduzidos em todo o mundo, rivalizando apenas com as obras de Shakespeare e com a Bíblia.


O que nos deixou...

Conhecida como Duquesa da Morte, Rainha do Crime, entre outros títulos,
é a autora de oitenta romances policiais e coleções de pequenas histórias, peças de teatro e outros escritos não publicados.
Os conhecimentos que adquiriu enquanto foi enfermeira voluntária da Cruz Vermelha durante a guerra foram essenciais para a escrita dos seus romances, uma vez que muitas vezes as vítimas morriam envenenadas.
Agatha foi pioneira ao fazer com que os desfechos dos seus livros fossem extremamente impressionantes e inesperados, sendo praticamente impossível ao leitor descobrir quem é o assassino.


Criou os famosos personagens Hercule Poirot, o detective belga com as suas prodigiosas celulazinhas cinzentas no cérebro e o seu feitio peculiar e extravagante, Miss Marple, uma solteirona simpática, observadora sagaz e tão cerebral quanto o detective belga, entre outros.


Para mim...

É, sem dúvida, a autora por quem nutro mais carinho, para além de ser especialista no género literário que mais gosto, é também no meu imaginário, uma espécie de avó contadora de histórias mirabolantes, cheias de mistério e muita sabedoria, com um profundo conhecimento da psique humana.
E por isso mesmo, não poderia deixar passar esta data em branco sem deixar aqui a minha modesta homenagem pelos seus 120 anos de nascimento. 

"A melhor hora para planejar um livro é enquanto se lava a louça."
                                                             (Agatha Christie)

Fontes:

Sepulcro – Kate Mosse [Opinião]


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Sepulcro
As cartas podem mudar o seu destino.
de Kate Mosse

Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 656
Editor: Livros D´Hoje
ISBN: 9789722040648

SinopseMeredith Martin chega a Domaine de la Cade para fazer uma pesquisa para a biografia de Claude Debussy. Mas tem o desejo de descobrir as origens da sua família, que remontam à região. As únicas chaves que tem são a velha partitura de piano, as fotos antigas que a sua mãe lhe deixou e as cartas em que nunca acreditou. De imediato é cativada pela trágica história da casa, que se diz ser assombrada, e pelo destino de Léonie Vernier - uma jovem que em 1981 rumou a Domaine de la Cade com o seu irmão e que em 1987, no dia de Todos-os-Santos, desaparece sem deixar vestígios. Nessa mesma noite, numa pequena aldeia do vale, um sacerdote idoso e recluso é brutalmente assassinado. As únicas ligações entre os dois acontecimentos são a música fantasmagórica que paira no ar nos antigos bosques da montanha e a carta de tarot colocada na mão do morto: a carta XV, O Diabo. Os assassinos nunca foram julgados e o corpo de Léonie nunca apareceu. Quando Meredith vê um antigo túmulo escondido dentro do recinto e ouve a música fantasmagórica que ecoa durante a noite, percebe que a história das cartas está longe de estar morta e enterrada. Contra a sua vontade, vê-se numa corrida contra o tempo, tanto para encontrar o tarot de Vernier como para solucionar o antigo mistério do desaparecimento de Léonie, sem se tornar ela própria a mais recente vítima.




Ponto de Vista: Não sei se já vos aconteceu alguma vez, mas a mim acontece-me com alguma frequência ser chamada por um livro, e Sepulcro foi um desses livros…

Apesar de ser uma história que começa de uma forma funesta, esta consegue automaticamente transportar-nos para Paris, numa época em que a sociedade se dividia entre ricos e pobres, entre o brilho e o glamour e a escuridão e o desencanto.
Envolvendo-nos completamente na vida de Léonie, uma jovem de dezassete anos cheia de energia e personalidade, Anatole, seu irmão mais velho e o responsável pela casa e Marguerite Vernier, a mãe dos dois, uma mulher sofrida mas admirável pela sua beleza, que lhe valia algumas regalias, uma família do século XIX envolta em mistérios, que passarão a ser vividos em Domaine de la Cade, uma propriedade de família e que será palco de toda a história.
Ao mesmo tempo e vivido quase um século, encontramos Meredith Martin, uma académica de 28 anos que vê numa pesquisa para completar a biografia de Claude Debussy uma forma de também ela descobrir as suas próprias raízes, partindo assim para França numa busca muito mais pessoal que profissional.

A história divide-se em duas partes, como duas histórias paralelas que constantemente se entrelaçam e nos fazem querer passar rapidamente de uma para outra de forma a saber qual o desfecho de tudo.

“Coisas a deslizarem entre o passado e o presente.”

Tanto Léonie como Meredith são duas mulheres lutadoras e fortes que procuram o seu objectivo, sendo que a primeira quer desbravar segredos e percebe que existem muitas outras coisas que simplesmente não se explicam, como um baralho de cartas de tarot capaz de mudar o rumo da vida daqueles que se vêem envolvidos nele e um sepulcro habitado por medos e sons, enquanto Meredith, céptica, precisa de um fundamento em tudo, e quando por um acaso lhe é dado a conhecer a sua vida através de um baralho de cartas semelhante, ela vê-se obrigada a mudar o rumo da sua própria história. São elas que se cruzam entre o passado e o presente, mostrando que a vida tem estranhas coincidências e que, aparentemente, existe uma máquina que simplesmente faz acontecer.
Outras personagens surgem tanto numa altura como noutra, como um novelo que faz o enredo e nos fazem perder de ansiedade e urgência pelas 656 páginas deste livro, que para mim tem muito mais do que aquilo que posso deixar aqui escrito.

Resumidamente, é uma história cheia de suspense e sofrimento vivido em duas alturas diferentes, mas todo o mistério em volta de uma partitura de piano, uma fotografia antiga, um baralho de cartas de tarot e um sepulcro levam-nos a querer um pouco mais, e quando terminei a leitura deste livro fiquei com essa mesma sensação.
É um livro muito bem construído, consistente, que me fez relembrar o meu enferrujado francês e que se tornou, para mim, numa leitura quase compulsiva, acho que para quem aprecia os temas tem aqui uma história que irá ocupar umas horas bem passadas na busca de certezas, tal como todas as personagens envolvidas.

Em estrelas: 4{

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