A Rosa Rebelde
de Janet Paisley
«Um romance histórico empolgante e poderoso com uma heroína bela e enérgica.» | Financial Times
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 384
Editor: Bizâncio
ISBN: 9789725304211
Colecção: Ilhas Encantadas
SinopseNuma época em que a guerra civil dividia a nação, Anne acreditou que podia bater-se com os melhores guerreiros. Pela espada. Por convicção. Por paixão. A Rosa Rebelde conta-nos a fascinante e turbulenta história de uma notável figura histórica, Lady MacIntosh, que ficou conhecida como coronela Anne. Foi uma heroína das Terras Altas da Escócia, uma encantadora rebelde, uma Braveheart que arriscou tudo, incluindo a sua vida, por amor ao seu país e ao seu rei. Fruto de uma cuidada investigação histórica, e com notável mestria, Janet Paisley criou uma extraordinária história de amor, conflito, lealdade e traição que se lê compulsivamente. Uma sensual aventura histórica, repleta de emoção, protagonizada por uma heroína apaixonada e irresistível.
A história da Coronela Anne Farquharson é baseada numa pesquisa histórica bem construída pela autora, e a escrita é tão fiel que muitas vezes acreditamos estar a viver tudo com a mesma intensidade dos personagens.
O livro retrata um período da história da Escócia em que a guerra civil britânica dividiu um povo, mostrando costumes e formas de pensar e viver que se afastavam por completo da maioria dos países da Europa, para mim mostrou-me e deu-me a conhecer algo que desconhecia por completo, e fez-me sentir até uma pontada de inveja pela evolução de mentalidades e, principalmente, pela forma como as mulheres eram vistas no século XVIII.
Nas Terras Altas da Escócia a sociedade construía-se por meio de Clãs (e muitas vezes me senti perdida entre eles), Anne filha de um chefe, nasce rebelde e assim permanece durante toda a sua existência, é uma jovem com uma beleza invulgar e com um carácter peculiar, e apesar de sentir um carinho muito especial por Alexander MacGillivray, amigo de toda a vida, casa com Anneas McIntosh, também ele chefe de um Clã e, é a partir deste momento que se sente a mudança na história.
O que une Anne e Anneas é um amor inquieto e fogoso, separado pela guerra entre a União e a Liberdade.
Para proteger o seu clã, Anneas vê-se obrigado a aceitar comandar as tropas pela União com a Inglaterra, e Anne ao se sentir preterida por ele não ter escutado a sua opinião (já que as mulheres tinham muitas vezes a última palavra) e sem entender o porquê de tal atitude, junta os clãs com a ajuda de MacGillivray e segue em luta pela liberdade do seu país e contra o seu marido. O amor é posto em causa e a amizade, essa prevalece até depois da morte.
São muitas as personagens que fazem esta história, e todas elas cruciais para justificar motivações e entender a diferença que existe em cada um.
É uma história feita de mal-entendidos, de muita dor e perda, há momentos em que nos sentimos angustiados e mesmo agoniados pela forma tão crua como tudo é descrito, sentimos a tristeza que nos invade em muitas páginas, mas também sentimos um arrepio na pele quando surge o desejo e a paixão vividos com extrema intensidade.
Não existem palavras suficientes para descrever este livro, esta história que nos marca profundamente, que nos mostra o quanto as mentalidades são retrógradas e mesquinhas e, nos faz entender que o amor só pode ser construído pelo respeito e pela liberdade de cada um.
Numa palavra: MARAVILHOSO!
Para saber um pouco mais sobre a Escócia:





















