Passatempos:

Compras do mês de Junho…


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Este mês as compras tiveram de ser mais comedidas, por isso só comprei um livro.



O Livro Inacabado de Dickens
de Matthew Pearl

Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 382
Editor: Editora Planeta
ISBN: 9789896570859





O livro inacabado de Dickens de Matthew Pearl pelo que tinha lido na sinopse é uma história cheia de tudo e isso despertou-me a atenção, para além de se centrar num livro, o que para mim é quase irresistível!...
Já comecei a lê-lo, e por enquanto ainda não se revelou uma leitura entusiasmante, mas estou no início, portanto não posso já tirar conclusões precipitadas!...


Mas a Mãe ofereceu outro apesar de não estar muito virada para isso, mas não me resistiu!...



Sopro do Mal
de Donato Carrisi

Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 448
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04278-1





O Sopro do Mal de Donato Carrisi penso que é uma história um pouco cruel e demasiado realista, o que me assusta, pensar que aquilo que é retratado no livro pode ter sido baseado em factos verídicos, mas como adoro policiais não podia perder este escrito por um especialista da área.
Acho que apesar de me ir chocar nalguns momentos, acredito que me vai trazer umas boas horas de leitura.

Assim mais ou menos, consegui adquirir o que estava previsto para este mês…
Pois, A Abadia Profanada de Montserrat Rico Gongora (que era outro dos pretendidos), em principio, vem de empréstimo o que ajuda bastante a equilibrar as finanças.

Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944)


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Acaso

"Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso. "

(Antoine de Saint-Exupéry)



Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry nasceu a 29 de Junho de 1900 em Lyon e faleceu a 31 de Julho de 1944, durante uma missão de reconhecimento sobre Grenoble e Annecy, no Mar Mediterrâneo. Foi um escritor, ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial.


O que nos deixou...

As suas obras são caracterizadas por alguns elementos como a aviação e a guerra. Também escreveu artigos para várias revistas e jornais da França e outros países, sobre muitos assuntos, como a guerra civil espanhola e a ocupação alemã da França.

Mas o maior destaque vai para O Pequeno Príncipe (O Principezinho, em Portugal - 1943), romance de grande sucesso de Saint-Exupéry. Foi escrito e ilustrado por o próprio um ano antes da sua morte, em 1944.
O pequeno príncipe pode parecer simples, porém apresenta personagens plenos de simbolismos: o rei, o contador, o geógrafo, a raposa, a rosa, o adulto solitário e a serpente, entre outros. O personagem principal vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões, dois activos e um extinto. Tinha também uma flor, uma formosa flor de grande beleza e igual orgulho. Foi o orgulho da rosa que arruinou a tranquilidade do mundo do pequeno príncipe e o levou a começar uma viagem que o trouxe finalmente à Terra, onde encontrou diversos personagens a partir dos quais conseguiu repensar o que é realmente importante na vida.

O romance mostra uma profunda mudança de valores, e sugere ao leitor o quão equivocados podem ser os nossos julgamentos, e como eles podem nos levar à solidão. O livro leva a reflexão sobre a maneira de nos tornamos adultos, entregues às preocupações diárias, e esquecidos da criança que fomos e somos.


"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!"

Antoine de Saint-Exupéry, in "O Principezinho"



Para mim...
Enquanto, há quem se lembre do primeiro livro que leu, eu lembro-me do primeiro que me marcou, e sem dúvida O Principezinho foi o livro que mais me marcou até hoje, não sei explicar nem como nem porquê, mas sinto que preencheu algum vazio que existia na altura em que o li...
E por isso, achei que havia de assinalar aqui os 110 anos do nascimento deste autor que recordarei sempre com muito carinho.


Fontes:

Campanha Especial da Editorial Presença


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Mais uma vez a Presença, continua a surpreender pela positiva! Desta vez deixa-nos à escolha uma selecção de livros para as nossas férias a preços especiais…


Talvez também aproveite para fazer umas compritas…

José Saramago (1922-2010)


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Passado, Presente, Futuro

Eu fui. Mas o que fui já me não lembra:
Mil camadas de pó disfarçam, véus,
Estes quarenta rostos desiguais.
Tão marcados de tempo e macaréus.

Eu sou. Mas o que sou tão pouco é:
Rã fugida do charco, que saltou,
E no salto que deu, quanto podia,
O ar dum outro mundo a rebentou.

Falta ver, se é que falta, o que serei:
Um rosto recomposto antes do fim,
Um canto de batráquio, mesmo rouco,
Uma vida que corra assim-assim.


José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"




José de Sousa Saramago, o nosso prémio Nobel nasceu em Azinhaga, Golegã, 16 de Novembro de 1922 e faleceu a 8 de Junho de 2010 na sua casa em Tías, Lanzarote, vitíma de doença prolongada, e sendo ele a pessoa que foi achei por certo deixar aqui esta referência.
A sua obra é fastissima entre romances, poemas, crónicas passando até por peças de teatro, sem dúvida, que nos deixou demasiado para ser esquecido nos próximos séculos!...

Pessoalmente, ainda não li nenhuma obra de Saramago e, penso que não serei grande apreciadora, mas isso não significa de modo algum desprestígio ou indiferença relativamente a tudo o que significa para Portugal e para a Cultura. Acho que, José Saramago era uma pessoa polémica que tocava em assuntos demasiado delicados e que movimentam massas, o que por vezes se pode tornar num risco demasiado perigoso, pecava, mais uma vez na minha modesta opinião, por achar que as suas ideias e ideologias eram as certas e que as pessoas seriam ignorantes por não perceberem isso, e nesse aspecto deveria ser um pouco mais pacifico a abordar determinados assuntos, porque opinião todos nós temos e também cada um é livre de acreditar no que acha certo, e não podemos simplesmente “obrigar” ninguém a pensar de forma diferente.
Também não posso deixar de referir que algumas das vezes que falou de Portugal, magoou-nos o orgulho, e isso para nós portugueses deixa-nos sempre uma ponta de tristeza porque é tão difícil destacarmo-nos lá fora pela positiva e os outros são sempre tão prontos a porem os portugueses na “mó de baixo”, que não precisamos de ser nós próprios a fazer isso!...
Mas tirando estes pontos menos positivos, acho que nos devemos orgulhar de todo o caminho que José Saramago desbravou e do seu esforço em fazer de todos nós pessoas mais cultas.
E por tudo isto e, independente de qualquer outra coisa, aqui fica o meu mais sincero Obrigada!

Artigos a destacar:

A Dama Negra – Nora Roberts [Opinião]


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A Dama Negra
de Nora Roberts
A história de uma mulher, de uma estátua antiga e de uma paixão que atravessa os tempos.

Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 416
Editor: Edições Chá das Cinco
ISBN: 9789898032188

SinopseO ar estava frio quando a Dra. Miranda Jones chegou a casa depois de uma longa semana de trabalho. Mas o seu sangue gelou quando sentiu encostarem-lhe uma faca ao pescoço. Depois de roubarem tudo o que trazia, os assaltantes desapareceram.
Profundamente abalada, Miranda decide esquecer aquela experiência assustadora. E, para isso, nada como aceitar o convite para ir a Itália confirmar a autenticidade de A Dama Negra, um bronze renascentista representando uma cortesã dos Medici.
Mas, em vez de cimentar a sua posição como a maior perita mundial nesse campo, a viagem a Itália quase que lhe destrói a reputação. Sentindo-se alvo de uma cilada, Miranda está decidida a limpar o seu nome. Mas ninguém parece disposta a ajudá-la... com a excepção de Ryan Boldari, um sedutor ladrão de arte cujos objectivos são obscuros...
Agora torna-se evidente que o assalto à porta de sua casa foi muito mais do que isso e que A Dama Negra possui tantos segredos quanto a cortesã que a inspirou. Com a ajuda de um homem em quem não deve confiar mas por quem sente uma atracção intoxicante, a solução para todo este enigma parece repleto de traições, mentiras e perigos mortais.




Ponto de Vista: A leitura deste livro começou por uma mera curiosidade em ler alguma coisa de Nora Roberts, e como o aconselhado por quem é grande apreciador da sua escrita era mesmo “A Dama Negra”, pensei, bom vamos ler o excerto e ver se tenho vontade de comprar o livro.
E o que aconteceu foi que tive mesmo de o comprar porque tudo precisa de ter um fim para se poder tirar conclusões.

Bom, estamos perante um Romance, e isso parece que se está a tornar mais constante nas minhas leituras do que o que deveria ser normal, já que os policiais para mim são tudo, mas acho que em relação a este livro tenho de abrir uma excepção, porque conseguiu cativar-me, talvez por Miranda ter muitas características com as quais me identifico e por ser uma história em que a mulher tem o papel principal (o que também é de valor ).

É uma história cheia de emoções, que apela até aquilo que nos é mais íntimo, e que nos mostra o quão vulnerável podemos ser quando nos sentimos perdidos e desamparados por aqueles que deviam ser os primeiros a amarem-nos. Miranda Jones, personagem principal, vê a sua carreira comprometida quando surgem em público os resultados do seu estudo (ainda incompleto) numa estátua de bronze encontrada em Itália, denominada a Dama Negra, resultados esses que só deveriam ser revelados quando tudo estivesse concluído, mas é o que não vem a acontecer, sendo obrigada a afastar-se do projecto o que lhe fere o orgulho por achar que estava certa nas suas conclusões e por nem a sua mãe, mentora do projecto, ficar ao seu lado.
Quando tenta voltar com a sua vida à normalidade, é lhe roubado um bronze do Instituto que é responsável em conjunto com o seu irmão Andrew, e a partir daqui a sua vida fica completamente virada do avesso, já que tudo isto só faz com que a situação em Itália ainda fique mais viva na sua cabeça.
Acaba por ter um encontro inesperado com o ladrão do bronze, que se revela ser alguém que ela já conhecia e por quem já tinha sentido uma forte atracção, e isto só acontece porque o bronze era falso e ele queria de alguma forma reivindicar aquilo que achava que era seu por direito, a partir daqui gera-se então uma espécie de aliança, por um lado Miranda quer a sua reputação de volta e provar a sua credibilidade na autenticação de peças de arte e por outro lado Ryan quer ver o seu esforço recompensado, já que este seria o seu último assalto e ficou em prejuízo. Esta aliança também vai dar origem a uma espécie de relação de amor-ódio e que nos surpreende em quase todas as páginas, pela intensidade de todos os actos!...
O final, para mim, não foi totalmente surpresa, mas acho que é merecedor para Miranda, e no fundo também era o que eu queria que acontecesse…

Gostei muito, mesmo muito, acho que tendo em conta o número de páginas, nunca li um livro tão rápido! E talvez este livro seja um dos poucos que terei vontade de reler daqui a uns anos, é estranho quando nos parece que existem semelhanças demais entre nós e o livro, é desconcertante esse sentimento que nos deixa quando terminamos de ler mais umas páginas e ficamos com mil coisas na cabeça!... Para além de que, quando um livro é realmente bom, e quando o fechamos pela última vez fica, em parte, uma ponta de tristeza por saber que a história terminou e que a partir dali o espaço que ele vai ocupar vai ser apenas o da prateleira…

Em estrelas: 5¸.•☆

Festival Silêncio! - Lisboa Capital da Palavra


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Bom, Festival Silêncio é algo um pouco fora do comum e do qual nunca tinha ouvido falar, mas pelos vistos já é a segunda vez que se vai realizar em Lisboa, cidade candidata a Capital Mundial do Livro em 2013, e durante dez dias vai-se ouvir
S I L Ê N C I O…





O que é?

Um festival literário inovador que tem a palavra como base performativa. A ideia é trazer a poesia para o quotidiano e cruzá-la como novas criações artísticas e tendências urbanas.

E na prática?

Na prática haverá concertos, leituras encenadas, workshops, conferências, lançamentos de livros e audiolivros, poetry slam, spoken word e espectáculos transversais que cruzam música, vídeo e poesia.

Onde e quando?

De 16 a 26 de Junho, o festival invade os palcos do Musicbox Lisboa, do Instituto Franco-Português, do Goethe-Institut Portugal, do Teatro Maria Matos e do Cinema Nimas.

Mais informações em Festival Silêncio!

Fonte: Lifecooler

"História sem Fim"


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Mais uma iniciativa de valor preconizada por uma Editora, neste caso pela Papiro Editora, ou seja, “História sem Fim” permite a qualquer um de nós dar asas à nossa imaginação e acrescentar um ponto a este conto.

Esta iniciativa já teve começo na semana anterior, mas por falta de disponibilidade não a pude publicitar a tempo e horas, mas achei que como se trata de uma iniciativa sem fim à vista, estaria sempre a tempo de deixar aqui um post.
Assim, para participar basta dar seguimento à história com mais dois parágrafos por semana, que deverão ser enviados, para o e-mail da Papiro onde devem também constar os dados pessoais do participante.
O vencedor será contemplado por um livro da Editora, e irá encontrar o seu texto publicado no blogue, e quem sabe um dia, num livro!?...

Os cães de Babel – Carolyn Parkhurst [Opinião]


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Os Cães de Babel
de Carolyn Parkhurst

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 208
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722342155
Colecção: Grandes Narrativas

SinopseNo dia em que Lexy Ransome perde a vida ao cair da macieira do jardim de sua casa, Paul Iverson, o marido, compreende que a partir daquele momento toda a sua existência será pautada pela devastação da perda da mulher que amava. Atormentado pela dúvida quanto ao que realmente aconteceu, Paul embrenha-se numa investigação obsessiva. A única testemunha do que se passou é Lorelei, a cadela, e Paul entrega-se à tarefa de ensinar Lorelei a comunicar numa tentativa desesperada de chegar à verdade dos factos.



Ponto de Vista: Bom, livros que metam cães são quase um vício para mim, e este não foi excepção, e ao contrário de alguns que já li e que me desiludiram um pouco, este “encantou-me”…

Uma história simples, com poucos enredos e descrições, talvez seja apenas um pouco romântica (género que se está a revelar cada vez mais presente nas minhas leituras) pondo em relevo sentimentos e emoções que podemos partilhar com ou por alguém.

Fazendo um pequeno resumo para não tirar o brilho da história, esta centra-se em três personagens principais, Paul um homem na casa dos 40, divorciado e posteriormente viúvo de Lexy, a personagem que desempenha um papel fulcral na história, já que tudo gira à volta da sua vida e, consequentemente, da sua morte, que ocorre ao cair de uma macieira, por fim e em conjunto com os outros dois, surge Lorelei, uma cadela Rhodesian Ridgeback que sofreu maus tratos em pequena por parte de outras pessoas que falavam em nome da “ciência” e é o único ser que assiste à morte da dona. Nisto, Paul, linguista de profissão, rompe numa cruzada para descobrir se a morte de Lexy foi ocasional ou propositada, e para isso propõe-se a ensinar Lorelei a falar para que ela diga o que viu…

Como se espera, isso vem-se a revelar numa busca inglória, mas nesta cruzada nós percebemos o que acaba por ser mais importante, se uma explicação ou simplesmente aceitar os factos e viver a partir dai com tudo o que nos resta…

É uma leitura que nos faz pensar no valor da vida, naquilo que amamos e até que ponto conseguimos pôr em causa tudo isso por uma busca interior ou por uma explicação que não existe, por isso, para quem gosta deste género de introspecção acho que Os cães de Babel é um livro recomendado.

Em estrelas: 4{

Compras do mês de Maio...


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A Dama Negra
de Nora Roberts

Chancela: Chá das Cinco / 2007
ISBN: 9789898032188
Formato: Capa mole
Dimensões: 16 x 23
Núm. páginas: 416
Géneros:
Literatura Romântica


A Dama Negra de Nora Roberts foi a última aquisição. Já tinha pensado em comprar na Editora, uma vez que os portes de envio são grátis – o que é de louvar, mas optei por comprar no Continente (passo a publicidade) porque o preço era o mesmo e assim não andava a sofrer danos de envio.
Comecei a ler este livro há relativamente pouco tempo, através do excerto disponível no site da Editora, e de alguma forma cativou-me, talvez pela mulher ter um papel tão importante na trama (e eu me considerar feminista ) e também por ter curiosidade em ler alguma coisa da Nora Roberts. Aderi também ao Clube Nora Roberts e na sugestão que pedi para 1º livro a ler dela, as opiniões foram unânimes – A Dama Negra.
Vamos ver se vou ficar fã desta autora, espero que pelo menos o livro valha os euros gastos!... Depois quando terminar a leitura deixo aqui o meu “Ponto de Vista” e espero que mais se juntem ao meu…






333
de Pedro Sena-Lino
Um livro pode mesmo mudar a sua vida para sempre.

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 184
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04274-3
Colecção: MARCA D'ÁGUA



Outra aquisição que fiz este mês foi o 333 de Pedro Sena-Lino. Na altura em que ele saiu (Junho de 2009, se não estou em erro) a capa chamou-me a atenção, porque acho que muitos de nós às vezes nos guiamos um pouco pela “cara” do livro, o que por vezes se mostra também um grande erro, mas eu não consigo evitar!...
Bom, na altura, não me recorda ao certo o motivo que me levou a não o comprar, já que a história puxava por mim, livros antigos, codicologia e afins são temas que fazem parte da minha vida profissional e por isso e mais um pouco me atraem, então o bichinho ficou… Depois, nestas minhas andanças por blogs de literaturas vi alguns comentários bastantes positivos sobre o livro e pensei agora que ando mais disposta às leituras que estava em boa hora de o adquirir, o problema foi mesmo esse, onde adquiri-lo já que não se via em lado nenhum!... Acabei por o comprar na Fnac (passando mais uma vez a publicidade) já que no Wook/Porto Editora com os portes de envio (que na minha opinião são um pouco elevados) acabava por ficar mais caro, por isso no post anterior achei que devia enaltecer a Editora Saída de Emergência por enviar os livros sem cobrar portes o que nos dias de hoje é uma grande ajuda e uma raridade.
Esperemos então que também se revele uma boa compra e me faça olhar para os autores portugueses de outra forma.

O Símbolo Perdido – Dan Brown [Opinião]


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O Símbolo Perdido
de Dan Brown
Aquilo que se perdeu será encontrado…

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 571
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722520140




Ponto de Vista: Para começar, quero dizer que sou fã do Dan Brown, por isso acho que nunca vou conseguir “dizer mal” de nenhum livro dele.
Pelo que tenho visto por aí em vários blogs, as opiniões em relação a este livro são diversas, mas acho que se fizesse uma estatística talvez as negativas fossem em maior número… =(

Bom, para mim O símbolo perdido não é o melhor livro de Dan Brown porque Anjos e Demónios está no topo, mas talvez receba o segundo lugar juntamente com O Código Da Vinci.

Relativamente à história, esta passa-se em Washington e, apesar de parecer que tudo decorre em câmara lenta e que demora muito mais do que as 12 horas, já que são muitas as situações em que Langdon se vê envolvido em tão pouco tempo. Tudo se centra na Maçonaria e uma pontinha de Noética, e isso é um assunto que, por norma, nos desperta alguma curiosidade (pelo menos a mim), e a visão que nos é dada é que a Maçonaria não é algo prejudicial à sociedade, e sim um circulo restrito de pessoas que partilham ideais e acessibilidades que não estão à mão da maioria de nós, assim como as questões que levanta a noética que acabam por ser bastante pertinentes.

O que eu acho é que, por vezes, a informação é muito condensada e isso para o leitor torna-se cansativo porque é necessário um grande esforço para compreender a mensagem, assim como algumas partes que são um pouco ficcionadas e que nos fazem dispersar de alguma forma. Mas para mim, acho que é um bom livro que recomendo a todos aqueles que gostam do género de Dan Brown e dos temas em causa, porque seja para adaptar ou não a filme, penso que é uma história que prima por ideais e questões que nos fazem pensar naquilo que nos rodeia e na nossa capacidade psíquica.

Maddie: a Verdade da Mentira – Gonçalo Amaral [Opinião]


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MADDIE
A Verdade da Mentira

de Gonçalo Amaral

Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 224
Editor: Editora Guerra & Paz
ISBN: 9789898174123
Colecção: Verdade e Consequência

SinopseEste não é mais um livro sobre a investigação do desaparecimento de Madeleine McCann. Este é o livro do investigador principal do processo, que foi atacado e vilipendiado quando se encontrava apenas em busca da verdade e da justiça. Ninguém, à excepção dos pais de Maddie, sabe tão bem o que se passou naquela noite fatídica de 3 de Maio de 2007. Gonçalo Amaral escreve na perspectiva da investigação por si conduzida e tem uma forte preocupação factual e de objectividade. Além disso, o livro contém revelações originais e esclarece muitos dos mais controversos aspectos do caso. O texto está apoiado por infogramas e fotografias que facilitam a compreensão do leitor e ilustram os passos da investigação e da conclusão obtida - por mais terrível que a mesma seja: Maddie está morta desde o dia do seu desaparecimento.
Para o autor do livro, Madeleine Beth McCann é a principal preocupação - é ela a vítima, e são as vítimas que têm de ser defendidas pela polícia e perseguidos os culpados do seu sofrimento. Tendo-lhe sido impossibilitado solucionar o caso, devido ao seu afastamento, quando se encontrava eminente a recolha de testemunhos vitais, preferiu abandonar a vida policial activa e retomar a liberdade de expressão não só para lavar a honra das calúnias que sobre si foram lançadas, mas para ajudar a que o caso não caia no esquecimento e a que, mais tarde ou mais cedo, o processo seja reaberto e feita justiça.



Ponto de Vista: O dia certo em que comecei a ler este livro não sei, mas foi em consequência da entrevista de Gonçalo Amaral no programa Sinais de Fogo conduzido por Miguel Sousa Tavares, que me irritou profundamente e que me fez tomar uma decisão…

Pensei em não ler este livro, até porque preferia ficar na ignorância e não tomar partidos por ser uma criança de outra nacionalidade, ideia contrária há que tive em relação à Joana. E a minha mãe, por saber que estas questões policiais mexem comigo, andava sempre a dizer “eu vou comprar o livro”, e eu dizia para não comprar porque depois a curiosidade roía-me e acabava por o ler. Bom, foi mais ou menos assim…
Curioso a data em que terminei do o ler (4 Maio 2010), após várias pausas, parece que esta seria então a altura certa…

Há muita coisa no meu país que não funciona bem, tenho plena consciência disso, e a tendência é piorar, infelizmente. Mas apesar disso, existe uma instituição em quem ainda nutro confiança, talvez também isso esteja para mudar em breve, já que as pessoas credíveis que fazem jus à sua profissão estão a ser afastadas, ou por motivos pessoais, doença, idade ou outros, mas por enquanto ainda quero pensar que há quem seja recto e incorruptível, e que irá levar a verdade em frente independentemente das consequências. Sem margem para dúvidas, claro que falo na Polícia Judiciária e em todo o seu grandioso trabalho que tem sido feito ao longo de muitos anos.
Pessoas como Gonçalo Amaral ou Paulo Cristóvão tornaram-se conhecidos pelos piores motivos, porque até então eram pessoas anónimas como eu que desempenhavam o seu trabalho com a maior descrição e rigor sem necessidade de ribalta porque, penso, essa é uma das características principais de um bom Inspector – saber manter o seu anonimato, mas pelos casos mediáticos em que estiveram envolvidos passaram a ser o “actor principal” de um mau filme.

Este livro apenas fez com que a minha opinião se mantivesse intacta e sem um “belisco”, sei que há várias opiniões e respeito isso porque todos nós temos direito a ela, e daí não significa que a nossa seja a verdade absoluta, apenas acho que temos de ser realistas e encarar os factos que não são alteráveis, ou seja, os pais que deixam os filhos sozinhos em casa sabem que correm riscos e a responsabilidade por esses riscos é deles e de mais ninguém, no caso dos McCann a responsabilidade era a dobrar por deixar os filhos numa casa que nem sequer era a sua a muitos kms do seu país, portanto digam o que disserem, há uma coisa que têm de admitir foram negligentes, o que veio em consequência disso não sei, e prefiro não tecer mais comentários, mas também acredito no Eddie e na Keela por serem demasiado leais e verdadeiros, se o trabalho deles não tivesse valor nem sequer existiam, assim sendo, meias palavras bastam. Só quero acrescentar que há muitos pais em sofrimento por não saberem dos seus filhos e não tiveram direito a fundos, muito menos a visitas ao Papa, ou a um interesse especial por parte de um primeiro-ministro, simplesmente choram as suas lágrimas em silêncio sem que ninguém saiba da dor que os trespassa por cada minuto que passa pelo desespero de não saberem o que fazer ou a quem recorrer para encontrarem aquilo que mais procuram, porque há pessoas demasiado ocupadas para determinados assuntos…

Não concordo em terem retirado o livro de circulação porque mais uma vez se põe em causa a opinião, eu tenho a minha em relação a este assunto, li o livro e mantive-a, e agora também eu estou a deixar um comentário aqui sobre o mesmo, acho que esse é um direito que é nosso e não nos pode ser tirado só porque damos a nossa opinião.
Se assim for, que direito tem Luís Militão Guerreiro de escrever um livro sobre uma barbaridade que cometeu e ainda vir a lucrar com isso?!...
Agora só depende de nós, comprar ou não determinado livro e deixarmo-nos influenciar por ele ou não.

Posso sempre aconselhar a leitura de “Maddie: a verdade da mentira”, apesar de noutro formato, mas mais uma vez, acho que essa necessidade parte de cada um de nós, seja este ou outro livro. Mas em relação a este, posso garantir que da minha perspectiva é um livro com uma escrita simples e com poucos rodeios, essencialmente descritivo, que em determinados momentos emociona, que coloca questões relativas à nossa natureza e à visão que se tem daquilo que significamos no mundo…

Em estrelas: 4{

Compras do mês de Abril...


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Refúgio
de Nora Roberts

Chancela: Chá das Cinco / 2010
ISBN: 9789898032775
Formato: Capa mole
Dimensões: 16 x 23
Núm. páginas: 400
Géneros: Literatura Romântica



Bom, depois de muita pesquisa e muitas dúvidas em relação a um livro para oferecer sempre me decidi pela 1ª hipótese – Refúgio de Nora Roberts.
Agora espero que não desiluda, porque como nunca li nada da Nora Roberts, para mim é sempre uma incógnita, só espero que seja uma autora para voltar a repetir.
Para além do livro, que como se diz são presentes sempre bem-vindos (pelo menos para mim) e podem ser dados em qualquer ocasião, ainda ofereci um marcador personalizado feito por mim porque acho que um marcador tem sempre significado, e este acredito que foi de encontro ao gosto.
Parabéns Prima, espero que venha mais um e que venham mais livros e marcadores e comentários teus por aqui porque este blog é para durar mais que uns meses!





O Livreiro de Cabul
de Asne Seierstad

Editor: Editorial Presença
Edição/reimpressão: 2003
ISBN: 9789722331180
Páginas: 242
Colecção: Grandes Narrativas



Outra compra que fiz, mas neste caso para mim, foi o Livreiro de Cabul de Asne Seierstad.
Aproveitei uma das muitas (e bem-vindas) promoções que a Editorial Presença fez por altura da Feira do Livro. Já andava para comprar este livro há algum tempo, mas havia sempre um motivo para ir adiando a compra, e desta vez não deixei passar!...
Agora não sei é quando vou ter disponibilidade para o ler?!…

Cordão Humano de Leitura...


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A Feira do Livro de Lisboa, que este ano decorre de 29 de Abril a 16 de Maio, merece sempre ser destacada pelo incentivo que faz ao nosso enriquecimento pessoal. Pois, aqui podemos encontrar todos aqueles livros que estão nas nossas listas de desejos há espera de uma promoção, um passatempo, qualquer coisa que nos possibilite adquiri-los sem custos demasiado elevados.

Mas para além desta oportunidade, existem muitas outras, e uma em particular, que me despertou especial atenção, ou seja, no dia 8 de Maio, os organizadores querem formar um grande cordão humano de leitura, para comemorar os 80 anos da Feira do Livro. A ideia é juntar o maior número de pessoas, com idade entre 80 dias e 80 anos, todas com um livro na mão. Durante a formação do cordão, as pessoas podem trocar livros, ler em voz alta, enfim, declarar o seu amor pelos livros e pela leitura.

Eu gostaria imenso de estar presente, mas como não vai ser possível, espero que ao menos todos os outros que gostam tanto de livros como eu possam estar de mãos dadas com o livro e fazer desta iniciativa um momento único!...

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